Elizabeth Taylor (1932-2011)


Morreu nesta quarta-feira (23), em Los Angeles, aos 79 anos, Elizabeth Taylor. A atriz estava internada há seis semanas no hospital Cedars-Sinai, com quadro de insuficiência cardíaca congestiva, que enfrentava desde 2004. A doença impede o coração de bombear sangue suficiente para suprir as necessidades dos outros órgãos.

Em 2009, Taylor teve uma válvula defeituosa no coração substituída. Ela usava cadeira de rodas havia mais de cinco anos para lidar com uma dor crônica.

“Minha mãe era uma mulher extraordinária que viveu a vida ao máximo, com muita paixão, humor, e amor. Apesar de sua morte ser devastadora para aqueles que a mantiveram tão próxima e de forma tão querida, sempre seremos inspirados por sua contribuição duradoura”, disse em comunicado o filho da atriz, Michael Wilding.

A atriz em "Cleópatra"

Chamada de Liz (o que ela não gostava), Elizabeth foi considerada uma das mulheres mais belas de seu tempo, com os famosos olhos cor de violeta.

Tão vibrante quanto o olhar era a sua coleção de joias, que só fez aumentar ao longo de oito casamentos. Só de Richard Burton ganhou duas de suas mais cobiçadas peças, o “diamante Krupp” e a pérola “La Peregrina”, além de um diamante em formato de coração descoberto no século 16, que pertenceu a uma das esposas do imperador indiano Shah-Jahan. Ela justificava seu apreço dizendo que “grandes garotas precisam de grandes diamantes”.

Nascida em 27 de fevereiro de 1932 em Londres, Elizabeth Rosemond Taylor teve seu primeiro papel no cinema no longa “There’s One Born Every Minute”, de 1942. Tornou-se estrela de Hollywood após interpretar Velvet Brown em “A Mocidade é Assim Mesmo” (1944), aos 12 anos.

Outros trabalhos de destaque:  “Gata em Teto de Zinco Quente” (1958), ao lado de Paul Newman, e em “Assim Caminha a Humanidade” (1956), com James Dean, que morreu antes do lançamento do filme.

Ao protagonizar o arrasa-quarteirão “Cleópatra”, de 1963, tornou-se a primeira atriz a receber um cachê de US$ 1 milhão. Foi durante as gravações do longa, considerado um dos mais caros de todos os tempos, que ela se envolveu com Richard Burton, um dos seus oitos casamentos (com Burton foram dois).

Taylor foi premiada duas vezes no Oscar, por “Quem Tem Medo de Virgina Woolf” (1966) e “Disque Butterfield 8” (1960). O último filme em que trabalhou foi “These old broads”, de 2001, uma produção para a TV dirigida por Matthew Diamond.

Em 1992, emprestou a voz na série animada “Os Simpsons”: ela dubla Maggie no episódio em que a personagem pronuncia sua primeira palavra.

Elizabeth era amiga do cantor Michael Jackson, morto em junho de 2009, e madrinha de seus filhos Paris e Prince.

O funeral da atriz está previsto para esta semana, no cemitério Westwood Village Memorial Park, em Los Angeles, onde também estão sepultados Marilyn Monroe, Natalie Wood e Truman Capote.

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