Especial The Who – Parte IV

Keith Moon - Um dos grandes bateristas do rock

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A era clássica do The Who teve seu fim no dia 7 de setembro de 1978 quando, aos 32 anos de idade, morreu o lendário baterista Keith Moon. A causa foi uma overdose de Heminevrin, remédio prescrito para ajudá-lo em seu combate contra o álcool. Embora nenhum outro baterista pudesse realmente substituir Moon, Pete declarou que o The Who continuaria em atividade. Para ocupar o posto de baterista foi contratado Kenney Jones. John
‘Rabit’ Bundrik também foi contratado para tocar teclado com a nova formação da banda.  Dois novos filmes “Whodianos” foram lançados em 1979, entre eles está a segunda ópera rock do grupo a se tornar filme, protagonizado por Phil Daniels e dirigido pelo estreante Franc Roddam, o filme “Quadrophenia”, que retrata as brigas entre mods e rockers dos anos 60.

O outro, um documentário de Jeff Stein, “The Kids Are Alright”, contendo performances ao vivo e na TV, vídeos promocionais e entrevistas. O show mais trágico da banda inglesa ocorreu no estádio de Cincinnati, tarde deste ano, onde onze jovens morreram e muitos outros se machucaram devido a uma falha na organização para a entrada do público. Os músicos souberam do incidente apenas após concluírem o show e decidiram não encerrar a turnê. O primeiro álbum sem Keith Moon, Face Dances, foi às lojas em março de 1981 e não agradou aos integrantes da banda. It’s Hard, décimo disco e último em 24 anos, foi lançado no mês de setembro de 1982.

Com seguidas tentativas frustradas de tentar escrever novas canções para o grupo, Pete desfez o contrato com a Warner Brothers Records. Em 16 de dezembro de 1983, declarou ter deixado a banda, dando fim a ela até então. A separação não durou dois anos, pois em julho de 1985, os três membros clássicos, acompanhados do baterista Kenney Jones, reuniram-se novamente para uma malsucedida apresentação no Live Aid no estádio de Wembley. A última performance com a participação do baterista Kenney Jones ocorreu em fevereiro de 1988, após receber um prêmio da British Phonographic Industry. Tendo como um dos motivos ajudar John Entwistle a recuperar-se financeiramente, Townshend aceitou fazer uma nova turnê com o Who em 1989, para o posto de baterista foi contratado Simon Phillips. Nos shows da turnê, que marcaram os 25 anos de Tommy, foram apresentadas performances da ópera rock e alguns hits selecionados. Finalizada a série de shows, o conjunto se separou novamente e retornou apenas em 1991, quando gravaram a música “Saturday Night’s Alright For Fighting” para um CD tributo a Elton John.

Após rejeitar uma turnê, na qual é substituído por seu irmão Simon, Pete aceita uma proposta para tocar no Hyde Park em Londres. Além de Roger, John e Rabbit, também foram chamados para a apresentação o baterista Zak Starkey (filho de Ringo Star), Simon Townshend e Geoff Whitehorn nas guitarras, o tecladista Jon Carin e mais vocalistas de apoio e instrumentos de metais. A performance foi muito bem sucedida e como consequência, os músicos iniciam uma nova turnê pela América do Norte e Europa, com duração de dois anos.

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Foi colunista da extinta revista digital Acerto Crítico, do ano de 2000 até seu término em 2006. Foi colunista fixo dos blogs Jovem Repórter e CulturaNI , onde abordava cultura pop, música, cinema e cotidiano cultural da Baixada Fluminense. Escreve contos no seu blog pessoal “Se Nada Mais Der Errado”. Colabora com o CineZen desde 2010. É roteirista por formação – e, por orgulho – da HQ “Cotidiano”, pela editora “Maustouche”. Escreveu o roteiro dos curtas-metragens ” Ainda bem que estamos aqui” e ” Se nada mais der errado”. É autor de “Pequenos botões e grandes blusas”, distribuído digitalmente de forma gratuita.

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