Guilherme Fontes é condenado outra vez por filme que não concluiu

A novela é longa e ganhou um novo episódio. O ator Guilherme Fontes foi condenado a cumprir uma pena alternativa por sonegação fiscal. A pena original seria de três anos e um mês de prisão, mas a juíza Denise Paes, da 19ª Vara Criminal do Rio, decidiu transformar a condenação em prestação de serviços comunitários por pelo menos sete horas semanais, durante um ano, e pagamento de R$ 12 mil em cestas básicas destinadas a duas entidades assistenciais do Rio de Janeiro. Fontes alega ser inocente e  recorreu da sentença.

Ele deve algo próximo a US$ 258 mil de ISS ao município do Rio. Porém a Defesa do ator alega que o caso é tributário e não criminal. A ação tem origem em irregularidades entre 1995 e 1997, quando a empresa Guilherme Fontes Filmes Ltda passou a captar recursos para o filme “Chatô – O Rei do Brasil”, em que o ator estrearia como diretor e que até ainda não foi concluído.

E não é só isso. Fontes já foi acusado de enriquecimento ilícito e da compra de um apartamento com verba conseguida para o filme obtida pelas leis de incentivo à cultura.

Para “Chatô”, Fontes captou mais de R$ 7 milhões pelas leis Rouanet e do Audiovisual. O filme parou suas filmagens após utilizar R$ 10 milhões, alegando, vejam só, falta de recursos. Em 2008, o ator foi condenado pela Controladoria Geral da União a devolver o valor arrecadado com correção monetária – algo em torno de R$ 36 milhões.

O principal momento na carreira de Guilherme Fontes foi quando ele interpretou o espírito maligno Alexandre. Com o andar da carroagem, o ator, que diz ser inocente em todas as ações que vem enfrentando, é capaz de alegar estar possuído por algum espírito corrupto.

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