Advogados de Polanski apontam erros de juíz para tentar libertação do cineasta

Os advogados de Roman Polanski solicitaram nesta quinta, 18 de março, a libertação do cineasta em um tribunal de Los Angeles, de acordo com iknformações da Agência EFE. Foram apresentados novos indícios de erros de procedimento no caso aberto contra o diretor em 1977 por abuso sexual de uma menor. A defesa de Polanski, vencedor
Por CineZen (19/03/2010) // Comente

Os advogados de Roman Polanski solicitaram nesta quinta, 18 de março, a libertação do cineasta em um tribunal de Los Angeles, de acordo com iknformações da Agência EFE. Foram apresentados novos indícios de erros de procedimento no caso aberto contra o diretor em 1977 por abuso sexual de uma menor.

A defesa de Polanski, vencedor do Oscar por “O Pianista” (2002), apresentou uma petição na qual citam comportamentos pouco profissionais do juiz encarregado do processo, Laurence J. Rittenband, há mais de 30 anos.

O documento descreveu conversas entre o magistrado e dois representantes da promotoria na época, Michael Montagna e Stephen Trott, e como o processo para tirar Rittenband do caso foi bloqueado, apesar de indícios de que tinha atuado de forma imprópria.

Montagna e Trott aparentemente impediram que um pedido do ajudante do promotor Roger Gunson, para separar o juiz do processo, fosse processado. Segundo o relatório dos advogados, o juiz teria “admitido suas condutas incorretas”.

Polanski, de 76 anos, foi denunciado pelo abuso sexual de uma menina de 13 anos após uma sessão fotográfica em Los Angeles. Ele fugiu para a França em 1978, de onde não podia ser extraditado.

Em setembro de 2009, a polícia suíça deteve o cineasta, cumprindo uma ordem de busca e captura emitida pelos EUA contra Polanski. Desde então ele está em prisão domiciliar no país europeu, à espera de sua extradição para ser julgado em Los Angeles.

O pedido apresentado ontem pela defesa é o último capítulo de uma longa luta legal por conseguir que acusações sejam desconsideradas, ou, pelo menos, conseguir que a sentença seja ditada sem que o cineasta esteja presente.

A menor que teria sido vítima do diretor, já declarou várias vezes a relação entre ela e o cineasta foi consensual.

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