O Menino Contador de Estrelas – Final
A última parte do conto infantil de Pergentino Jr.Parte III
O menino ficou muito feliz em mostrar tudo que ele sabia sobre o céu! O céu pra ele já não era tão sem graça assim, então ele feliz da vida, perguntou: – Você gosta de poema?
Ela respondeu: – Sim, eu adoro poemas!
O menino todo envergonhado, falou que tinha feito uma poesia e que queria recitar pra ela naquele momento, ela curiosa, falou: – Então recite, quero ouvi-la!
Ele pegou um papel no bolso e começou seu recital, dizendo: – O título é “ O Sonho nas Mãos” e diz assim:
Gosto de ver na grama rasteira
Joaninha de costas vermelha,
As bolinhas são pretinhas!
Pena não serem de sabão,
Pena não serem de sabão!
Vejo as cores do arco-íris nestas
Bolinhas que o vento sopra!
Estas são feitas de sabão,
Estas são feitas de sabão!
Gosto de sentir todo este vento,
Pena eu não ser um cata-vento!
Estou mais pra ser Biruta,
Estou mais pra ser Biruta!
Dou rodopios em dois segundos,
Girando mais rápido que o mundo!
Pena o mundo não ser um pião,
Pena o mundo não ser um pião!
Gosto de ver as formas nas nuvens,
Tem Coelho, tem Gato, tem Abutre!
Pena não serem de algodão,
Pena não serem de algodão!
O que vale é ter o sonho nas mãos!
Depois disso, um silêncio toma conta do local, a menina sem saber o que dizer, apenas olhava encantada para o menino. Ele então pergunta: – Gostou?
Ela olha pra ele e diz: – Adorei, dá ate pra cantar, vamos?
Os dois cantaram alegremente a canção “O Sonho nas Mãos”!
FIM
Moral da história:
Há pessoas que acham tudo chato e sem graça…
Ir à praia é sem graça ou que comer um algodão doce no zoológico é um programa horrível e insuportável de se fazer!
Mas às vezes, não é que a coisa é sem graça, mas sim a falta de alguém ao lado pra tornar estas pequenas coisas que parecem bobas, mais atrativas!
Pode ser um amigo, namorado, pai, mãe, filhos, ou até mesmo um cachorro…
Por que não?

Prezado P. Júnior, é com grande contentamento
Que deixo aqui o que chamaria de comento
Não tenho nenhum verso a deixar no momento
Então posto um antigo tema deste sentimento
SONETO LIVRE À INFÂNCIA LIVRE
http://www.youtube.com/watch?v=Yw162e5EzQo (Assista no youtube)
Soneto Livre à Infância Livre
Insistir no que não mais existe
É viver uma vida de engano
É não ser feliz nem triste
É tornar seu mundo profano
Toda decepção trás crescimento?
Se for, quero ser pequeno
Na infância era só divertimento
Tinha tudo que queria, era pleno
Se caia, alguém que me amava estendia a mão
Se chorava, um sorvete ganhava
Sei que ser criança não é a melhor solução
Mas era feliz, isso que importava
O que eu não queria, deixava bem claro
Com uma cara franzida e brava
(Decimar Biagini)
Exatamente…..
quantas vezes já me peguei insatisfeita,achando tudo sem graça….
as vezes até uma depressão vinha….
Precisamos sim , de uma mão amiga, de um amor que chegue junto, de uma amizade que
nos faça companhia….
Aí o que era sem graça, se pintava em cores de arco-iris….ficava tudo mais lindo!
Parabéns pela bela e verdadeira história, afinal, ela é uma imagem de nossas vidas….
beijos
Que encanto!
O que era sem graça se tornou tão lindo.Pequenas coisas se tornam grandes e importantes quando compartilhamos com alguém.
Gostei muito deste conto e do poeminha do menino.
Parabéns PJ!
Nota 10!!!!
Bjs meu poeta.
Muito lindo o final foi maravilhoso,
Boa noite : PJ
Adorei..como tudo que escreve… tem toda razão as vezes achamos tudo sem graça sem cor …
mas ai basta uma motivação pra gente se interessar novamente…é muito bom ta de parabéns
Abraços ate mais
Na beleza da sua escrita o que mais me chamou a atenção é a construção de um sonho. A construção do céu no quarto do garoto me levou a imaginar como lutamos para construirmos o nosso próprio céu. E quando achamos que está pronto ainda falta muito. Muitas vezes não dá para deitar na grama e chorar, e nem sempre vem uma garotinha nos consolar. Mas sabemos como construir algo que queremos, não deu certo, vamos tentar novamente, e dessa vez sabendo que não se consegue muita coisa sozinho. Com uma uma boa companhia as conquistas podem ser maiores e melhores. Lindo texto, Junior, numa linda construção descrita passo a passo, como que oferecendo todo o seu conhecimento para construirmos um céu particular. Beijos e e beijos ao poeta do meu coração.!
Poeta Maior,
Li, reli e fiquei um tempo assimilando tudo o que ele me possibilitou explorar e sentir, para somente depois, postar meu comentário.
Este conto resgata os sonhos mais simples, o desejos de viver a pureza e a beleza do que nos é fundamental, tão difícil de serem percebidos, além de nos conectar com o mágico, o lúdico, o possível que tornamos impossível, ao desacreditar antes de vivê-lo.
É um texto democrático e universal, pois traz em si uma construção de linguagem acessível e interessante às pessoas de todas as idades e de todas as nações.
Ele veio ao encontro do que penso como pessoa adulta, ao mesmo tempo em que me fez sentir novamente criança. Lendo-o, por vezes, senti-me o menino que contava estrelas (costumo andar olhando para elas), noutras, as próprias estrelas e em outras, a menina que com sua presença e ao lado dele, reencanta o que estava desencantado.
Por isso que te disse que você é o poeta da vida. O Poeta Maior, que traduz tudo que vê e o que há, em uma linguagem amorosa, harmônica e transcendente.
Obrigada, novamente, por me emprestar teus olhos e teus sentimentos, para decodificar as coisas do mundo.
Brilhante!!!!!!!
Desculpe-me por ter sido prolixa no comentário acima.
Ola menino poeta, adorei reler essa história linda e com uma lição de vida maravilhosa
beijosssss
Eu esperava de você, poeta, um final feliz! E final para ser feliz tem que ser com alguém…sempre!
Continue, Júnior, a deliciar-nos com sua arte! Ela já faz parte de nossas vidas, aqui em casa!Obrigada!(Soniia)
é….”viver” pode ser chato se não tivermos alguém pra compartilharmos a vida……o poema do garoto é uma graça….O conto é envolvente….Parabéns pelo feito!