Homem-Aranha 2 intensifica drama do herói


Muita gente não se lembra, mas nos anos 70, pegando carona no sucesso do seriado televisivo do Hulk, foi produzida uma série do “Homem-Aranha”, que teve alguns episódios reunidos e lançados em formato de três longas-metragens, toscos. Para os fãs, o primeiro “Homem-Aranha” (2002) dirigido por Sam Raimi é o que vale. O longa seguiu o êxito de “X-Men” (2000) e colaborou, muito, na reaproximação do grande público com os filmes de super-heróis, que havia sido colocada em cheque desde o tenebroso “Batman & Robin”, de Joel Schumacher.  “Homem-Aranha”, protagonizado por Tobey Maguire, surgiu bem próximo das histórias em quadrinhos e mesclou em doses certas humor, drama e aventura.

Assim como ocorreu na trilogia mutante, os (poucos) defeitos do original foram corrigidos e as qualidades realçadas na continuação. “Homem-Aranha 2” não só manteve o elenco principal, como introduziu o interessante vilão Dr. Octopus e intensificou o drama pessoal de Peter Parker, dividido entre a vida de jovem estudante e a responsabilidade de defender a população.

A CRÍTICA DE “HOMEM-ARANHA 3”

MAIS SOBRE O HOMEM-ARANHA

Após os acontecimentos da aventura anterior, o protagonista não consegue se fixar num emprego. Ele perde sua amada Mary Jane (Kirsten Dunst) e ainda tem que lidar com o desejo de vingança de seu melhor amigo, Harry Osborn (James Franco), também apaixonado por Mary Jane e cujo pai morreu em combate contra o herói. Quando um renomado doutor (Alfred Molina), a quem Parker admira, perde o controle de sua nova criação (braços mecânicos instalados em seu corpo), é desacreditado pela mídia e a comunidade científica, enlouquece e pode explodir o mundo com a invenção. Tendo em vista a ameaça, Peter deve escolher de uma vez por todas se quer ou não continuar sendo um super-herói.

Com um roteiro melhor elaborado, excelentes efeitos visuais (premiados merecidamente no Oscar) e uma atuação marcante de Molina, como um vilão perturbado, que age de tal maneira por sentir-se injustiçado, a obra arrebatou público e crítica.

“Homem-Aranha 3” repetiu o sucesso de público, mas o fato dos produtores terem obrigado o diretor a acrescentar o vilão Venon ao roteiro, colaborou para um filme bastante irregular, exagerado em todos os sentidos. Um “Homem-Aranha 4” chegou a ser cogitado, mas Raimi e Tobey Maguire desistiram do projeto. A Sony decidiu recomeçar a saga do zero, com novos profissionais, em 2012.

HOMEM-ARANHA 2
(Spider-Man 2, EUA, 2004).
Direção: Sam Raimi.
Roteiro: Alfred Gough, Miles Millar, Michael Chabon, Alvin Sargent.
Elenco: Tobey Maguire, Kirsten Dunst, James Franco, Alfred Molina, Rosemary Harris, J.K. Simmons, Donna Murphy, Daniel Gillies, Dylan Baker, Bill Nunn, Vanessa Ferlito, Aasif Mandvi, Willem Dafoe, Cliff Robertson, Ted Raimi, Elizabeth Banks, Bruce Campbell.
Ação / Aventura / Fantasia.
127 min.

Estreia nos cinemas brasileiros: 02/07/2004.

Disponível em diferentes versões de DVD.

Principais prêmios e indicações:

– Oscar: Efeitos visuais.
– Indicação ao Oscar: Som, Edição de som.
– Saturn Award: Filme de fantasia, Diretor, Ator (Tobey Maguire), Roteiro, Efeitos visuais.
– Empire Awards: Diretor.

Leia mais sobre e comente o filme também no Cinemaki.

André Azenha
Jornalista por formação, crítico de cinema, produtor cultural, pesquisador, curador, assessor de imprensa. Criou o CineZen em 2009. Colaborou com críticas semanais nos jornais Expresso Popular e quinzenais no jornal A Tribuna. Colabora semanalmente com a Rádio Santos FM. Escreveu entre 2012 e 2017 para o blog Espaço de Cinema no G1 Santos. Criador e coordenador do Santos Film Fest - Festival Internacional de Filmes de Santos, CulturalMente Santista - Fórum Cultural de Santos, Nerd Cine Fest e PalafitaCon. Em 2016 publicou o livro "Histórias: Batman e Superman no Cinema". Já colaborou com sites, revistas e jornais de diversas partes do país. Realizou 102 sessões de um projeto de cinema itinerante. Atualmente participa do projeto Hora da Cultura, pela Secult Santos, levando sessões de filmes e bate-papos às escolas da rede municipal. Mestrando em Comunicação pela Universidade Anhembi Morumbi. Escreveu sobre cinema para sites, jornais e revistas de Santos, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Limeira e Maceió. www.facebook.com/andreazenha01

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