G.I. Joe – A Origem de Cobra

Divertido filme feito a partir dos bonecos da Hasbro chega em DVD e blu-ray ao mercado brasileiro
Por André Azenha, editor (23/12/2009) // 1 comentário

gijoe(G.I. Joe: The Rise of Cobra, EUA, 2009) Direção: Stephen Sommers. Roteiro: Stuart Beattie, David Elliot. Elenco: Sienna Miller, Ray Park, Adewale Akinnuoye-Agbaje, Christopher Eccleston, Grégory Fitoussi, Joseph Gordon-Levitt, Dennis Quaid, Jonathan Pryce. Ação. 118 min. (Cor).

A desconfiança geral com “G.I. Joe – A Origem de Cobra” foi compreensível. Afinal, os trailers não eram nada convidativos e o diretor Stephen Sommers vinha de uma filmografia irregular (o razoável “A Múmia”, o meia-boca “Van Helsing”, entre outros). Mas as suspeitas com o filme feito a partir dos bonecos da Hasbro, que no Brasil ficou famosa primeiramente como Falcon, e depois como Comandos em Ação, num desenho animado dos anos 80, desaparecem assim que o espectador deixar-se levar pela aventura. Se for conferido sem maiores expectativas, resulta em diversão.

Com a velha premissa do combate entre o bem e o mal, somos apresentados a uma equipe de elite internacional secreta, que precisa resgatar quatro ogivas nucleares roubadas pela Cobra, organização criminosa que tem um arsenal de última geração e ameaça destruir o planeta.

Ainda que fuja completamente à realidade e use e abuse de todos os clichês hollywoodianos, Sommers soube criar bom entretenimento, auxiliado por um elenco carismático e entrosado. Desde Dennis Quaid, talvez o mais conhecido para o grande público, que serviu como uma luva para interpretar o General Hawk, ao jovem Channing Tatum, que esteve recentemente em “Inimigos Públicos”, e o veterano Jonathan Pryce, no papel de presidente americano.

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Não dá pra dizer que o longa é criativo. Quem costuma ir com frequência ao cinema irá se lembrar de outros filmes. Há ecos de trilogia Bourne e “Anjos e Demônios” (a perseguição e a destruição de ruas numa cidade européia, no caso Paris, mais a presença de organizações que atuam secretamente), “V de Vingança” (um fato de séculos atrás que resulta em atos terroristas num futuro próximo e a destruição de um monumento histórico para chocar a sociedade: no primeiro o Parlamento britânico, nesse, a Torre Eiffel), e, claro, até por também ter origem em brinquedos da Hasbro,“Transformers”.

Summers aprendeu bastante com Michael Bay, diretor da franquia robótica. Utilizou ótimos efeitos visuais e computação gráfica para dar “vida” à máquinas ultramodernas, trilha sonora no último volume, corpos esculturais (as deliciosas Sienna Miller e Rachel Nichols não devem nada a Megan Fox), piadinhas, interesses românticos, mas com uma diferença. Ao contrário de Bay, ele soube imprimir um ritmo regular à trama. Não há conversa mole. A ação ininterrupta e o roteiro sem frescuras se encaixam perfeitamente nas quase duas horas de projeção, que passam rapidamente.

“G.I. Joe” não é excelente (e tem problemas na legenda, que troca, por exemplo, a palavra Washington por Moscou), mas tampouco é o desastre que o trailer fraco e a crítica americana sugerem. Cumpre seu dever de divertir, inclusive ao deixar brecha para uma continuação.

7,5

Lançamento em DVD e blu-ray.

Extras do DVD: Menu interativo; Seleção de cenas; Seleção de legenda; Formato de Tela: Widescreen; Áud: Ing, Port (ambos Dolby Digital 5.1); Leg: Ing, Port.

Extras do Blu-ray: Menu interativo; Seleção de cenas; Seleção de legenda; Comentários do diretor Stephen Sommers e do produtor Bob Ducsay; “The Big Bang Theory: The Making of G.I.Joe” (HD); “Next-Gen Action:The Amazing Visual FX and Desing of G.I.Joe” (HD); Formato de Tela: Widescreen Anamórfico 2.40:1; Áud: Ing (Dolby Digital 5.1 DTS), Esp, Fra, Ale, Ita (todos Dolby Digital 5.1.). Leg: Port, Ing, Esp, Fra, Hol, Din, Ale, Ita, Sue, Finl, Nor, Ing SDH.

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André Azenha é jornalista, editor dos sites CineZen e CulturalMente Santista, autor do livro Poesia a Quatro Mãos, feito em parceria com sua mãe, a poetisa Regina Azenha. Trabalhou com o crítico de cinema Rubens Ewald Filho, escreveu para a revista Época São Paulo e colabora com veículos de imprensa de vários estados. Em 2011, mediou o ciclo Documentários Comentados, no SESC Santos. É assessor de imprensa e realiza encontros culturais, a maior parte de caráter beneficente.


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1 Comentário
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  1. Estão de Parabèns!!!!!!!!!!!!!!
    muito bom a atuação do atores!
    um abraço

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