Che – Guerrilha

Segunda parte do épico sobre líder revolucionário é lançada em DVD
Por Ricardo Prado * (16/12/2009) // Comente

guerrilhaChe – Guerrilha (Che: Part Two/Guerrilla, EUA / Espanha, 2008), Direção: Steven Soderbergh. Roteiro: Peter Bunchman, Benjamin A. van der Veen. Elenco: Benicio Del Toro, Franka Potente, Demián Bichir, Rodrigo Santoro, Catalina Sandino Moreno, Joaquim de Almeida. Drama biográfico / Guerra. 131 min. (Cor).

A continuação de “Che”, que era para ser parte de um grande filme de quatro horas de duração, serve principalmente para lembrar o espectador que o épico não é sobre a Revolução Cubana, mas sim sobre Che Guevara. “Che” e “Che – Guerrilha” compreendem uma obra grandiosa de cinema, e não deve em nada à idéia coletiva que se tem de Che Guevara, um dos ícones do século XX que até agora não tiveram suas vidas retratadas de forma séria na tela grande. Com Cuba tomada em “Che”, o que resta contar são os anos de Guevara na guerrilha da Bolívia, onde ele também tentou causar a Revolução.

“Guerrilha” tem uma estrutura diferente de “Che”. Não é cortado por segmentos paralelos, como a entrevista de Che à jornalista americana. “Guerrilha” também dá pulos temporais freqüentemente, dividindo a história em “dias”: “Dia 67″, “Dia 113″ etc. Isso ajuda a tornar as coisas menos maçantes, já que “Guerrilha” é bem mais parado do que “Che”, principalmente pelo fato de se concentrar quase que integralmente na… guerrilha. É mato para todo lado e, claro, conflitos éticos envolvendo guerrilheiros de caráter duvidoso e muito cuidado para não ser interceptado pelo exército boliviano.

Com Fidel em Cuba, o palco agora é todo de Benicio del Toro. Quem também tem mais chances de brilhar é a alemã Franka Potente (protagonista de “Corra, Lola, Corra”), no papel de Tania Bunke. Apesar de ser mais longo do que a primeira parte, “Guerrilha” dá a impressão de ser mais curto, já que relativamente pouco acontece e, se não fosse pelos pulos, daria sono no espectador.

“Che” e “Guerrilha” compõem um trabalho competente do cineasta Steven Soderbergh e um retrato digno do legado de Ernesto Che Guevara. O conjunto da obra, visto seguido ou separado, compõe um clássico sem qualquer dúvida.

7,0

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