Meu Trabalho é um Parto
Lindsay Lohan protagoniza comédia romântica inofensiva sobre garota que finge estar grávida para não ser demitida
Meu Trabalho é um Parto (Labor Pains, EUA, 2009). Direção: Lara Shapiro. Roteiro: Stacy Kramer, Lara Shapiro. Elenco: Lindsay Lohan, Chris Parnell, Cheryl Hines, Luke Kirby. Comédia romântica. 89 min. (Cor).
Lindsay Lohan é bonita, canta razoavelmente bem e é boa atriz, acreditem. Para ter certeza, basta conferir dois filmes dela, “Meninas Malvadas” (2004), que serve de crítica à futilidade, e “A Última Noite” (2006), longa derradeiro de Robert Altman, no qual ela pôde cantar e ainda por cima contracenar com Meryl Streep. De lá pra cá, a atriz e cantora foi destruída pela crítica em produções como “Eu Sei Quem Me Matou” e “Ela é Poderosa”, ambos de 2007. A única atuação respeitada foi no fraco “Capítulo 27”, do mesmo ano, sobre o assassino de John Lennon, Mark Chapman e que passou em branco nos cinemas.
Com um início de carreira tão promissor, e protagonista de uma polêmica aqui, outra ali, só podemos explicar esse declínio por ela ser muito mal agenciada, ou então pelo fato de Lohan estar se dedicando à vida de empresária (que também não vai bem – para saber mais é só ir num desses sites de fofoca). E não será “Meu Trabalho é um Parto” que corrigirá a trajetória da atriz.
Realizado por Lara Shapíro, estreante na direção, com baixo orçamento para os padrões americanos (US$ 7 milhões), estreou na TV por lá, e aqui foi adquirido para todas as mídias pela Califórnia Filmes, que lança a produção direto em home vídeo.
A premissa é antiga, já foi utilizada até em novela brasileira e a trama usa e abusa de todos os clichês do gênero. Para tentar dar uma virada na vida, garota finge estar grávida e passa a ser tratada com atenção pelos que a cercam. No caso, a personagem principal (Lohan) é uma assistente de um empresário, que a trata mal e quer demiti-la. Para evitar a demissão, ela diz estar esperando um bebê e se garante no emprego.
A idéia de brincar com a situação da gravidez, que faz as pessoas darem mais atenção e tratarem com carinho mulheres nessa situação, é interessante, mas não chega a causar grandes risadas (trata-se de uma comédia, então…). Somente numa determinada cena, em um treinamento para casais que estão aguardando a chegada do primeiro bebê, consegue ser realmente engraçada, ainda que banal.
E tem o momento em que o público irá duvidar (ao menos foi a intenção dos roteiristas) se o casal realmente vai ficar junto no final, encontros e desencontros, tudo o que deve fazer parte de uma comédia romântica. E Lindsay, ao menos, está correta. Ela é bonita, simpática, perfeita para o papel. Inofensivo, é o tipo de filme que tende a agradar o público feminino.