Ecos do Mal
Ecos do Mal (The Echo, EUA, 2008). Direção: Yam Laranas. Roteiro: Yam Laramas, Eric Bernt, Shintaro Shimosawa. Elenco: Jesse Bradford, Amelia Watner, Jamie Bloch, Kevin Durand, Jayne Eastwood. Terror / Drama. 90 min. (Cor).
Refilmagem feita especialmente para o mercado americano de “Sigaw” (2004), do mesmo diretor filipino Yam Laranas, que escalou um ator geralmente relegado a papéis coadjuvantes, Jesse Bradford (“A Conquista da Honra”), para viver Bobby, protagonista deste remake lançado direto em home vídeo no Brasil.
Bobby é um jovem ex-presidiário, que foi detido após matar um homem para salvar a antiga namorada (a bela Amelia Warner, de “Contos Proibidos do Marquês de Sade” e “Stoned – a História Secreta dos Rolling Stones”).
Ao ganhar liberdade condicional, ele volta à cidade-natal, onde reencontra a antiga paixão. Além disso, começa a escutar vozes oriundas das paredes e presenciar comportamentos estranhos de seus vizinhos, fatores que estariam ligados à estranha morte de sua mãe, que vivia no mesmo apartamento e deixou seus últimos momentos de vida numa bizarra gravação feita em fita cassete.
Se o título em português remete a tantas outras produções do gênero (“Vozes do Além”, “Imagens do Além”, “O Olho do Mal”, “A Colheita do Mal” e por aí vai) e a trama investe em clichês do terror (o espírito que, para descansar em paz, precisa ter um caso desvendado por alguém vivo, o vulto que desaparece do nada, o prédio caindo aos pedaços que é mal assombrado, etc), o filme diferencia-se dos congêneres ao criar um paralelo entre o sobrenatural e dramas da vida real, mais ou menos à maneira de “Água Negra”, do brasileiro Walter Salles.
São abordados o isolamento das pessoas que vivem em Nova York (que mesmo escutando um vizinho passar por apuros trancam-se em casa e tentam dormir, ao invés de chamarem a polícia), e a dificuldade para um ser humano recomeçar a vida após sair da prisão.
Observado por esse ponto de vista, e auxiliado por um elenco que não compromete, “Ecos do Mal” pode ser encarado com tranqüilidade.
Entre os produtores da obra está Doug Davison, que também trabalhou na produção de “O Chamado”, “O Chamado 2″ e do próprio “Agua Negra”.
6,5

bom filme