Dia das Crianças – O Pequeno Príncipe

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Neste Dia das Crianças, faço uma homenagem ao grande escritor Antoine de Saint-Exupéry, que por meio da sua obra, e em especial O Pequeno Príncipe, nos mostra como esquecemos valores essenciais tais quais a pureza, o amor e a amizade. Nos ensina que, infelizmente, ao nos tornarmos adultos, esquecemos a criança que um dia fomos.

Leitura que emociona a todos. Adultos ou crianças. Que as crianças de hoje amanhã possam tornar-se adultos sensíveis e que permaneça em cada coração a luz do amor, da verdade e o principio da pureza, igualdade e amizade.

O Pequeno Príncipe foi escrito e ilustrado por Antoine de Saint-Exupéry um ano antes de sua morte, em 1944. Piloto de avião durante a Segunda Grande Guerra, o autor se fez o narrador da história, que começa com uma aventura vivida no deserto depois de uma pane no meio do Saara. Certa manhã, é acordado pelo Pequeno Príncipe, que lhe pede: “Desenha-me um carneiro”? É aí que começa o relato das fantasias de uma criança como as outras, que questiona as coisas mais simples da vida com pureza e ingenuidade.

O principezinho havia deixado seu pequeno planeta, onde vivia apenas com uma rosa vaidosa e orgulhosa. Em suas andanças pela Galáxia, conheceu uma série de personagens inusitados – talvez não tão inusitados para as crianças! Um rei pensava que todos eram seus súditos, apesar de não haver ninguém por perto. Um homem de negócios se dizia muito sério e ocupado, mas não tinha tempo para sonhar. Um bêbado bebia para esquecer a vergonha que sentia por beber. Um geógrafo se dizia sábio, mas não sabia nada da geografia do seu próprio país. Assim, cada personagem mostra o quanto as “pessoas grandes” se preocupam com coisas inúteis e não dão valor ao que merece. Isso tudo pode ser traduzido por uma frase da raposa, personagem que ensina ao menino de cabelos dourados o segredo do amor: “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.”

Antoine de Saint-Exupéry via os adultos como pessoas incapazes de entender o sentido da vida, pois haviam deixado de ser a criança que um dia foram. Entendia que é difícil para os adultos (os quais considerava seres estranhos) compreender toda a sabedoria de uma criança.

Desta fábula foram feitos filmes, desenhos animados, além de adaptações.

(Fonte: Wikipedia)

Algumas frases e partes de textos do livro, que ficaram imortalizadas:

  • “O Amor é a única coisa que cresce à medida que se reparte”.
  • “O amor não consiste em olhar um para o outro, mas sim em olhar juntos para a mesma direção.”
  • “Em um mundo que se fez deserto, temos sede de encontrar companheiros.”
  • ” Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.”
  • ” Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”
  • “Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões de estrelas, isso basta para que seja feliz quando a contempla.”
  • “Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós.”

“As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. Para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu negociante, eram ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Tu porém, terás estrelas como ninguém… Quero dizer: quando olhares o céu de noite, (porque habitarei uma delas e estarei rindo), então será como se todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem sorrir! Assim, tu te sentirás contente por me teres conhecido. Tu serás sempre meu amigo (basta olhar para o céu e estarei lá). Terás vontade de rir comigo. E abrirá, às vezes, a janela à toa, por gosto… e teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu. Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!”

Antoine de Saint -Exupéry

Santista e faz poesia desde criança. Escreveu três livros: Mulher: Amor e Poesia, em 1986 (pelo qual ganhou o prêmio Robalo de Ouro Brasil 1989), Fragmentos & Mutações, em 1997 e Poesia a quatro mãos (2008), realizado em parceria com seu filho André. É admiradora do poeta e escritor J. G. de Araújo Jorge, e de autores como Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meirelles, Paulo Leminski, Mário Quintana, Fernando Pessoa, José Saramago, entre outros tantos. Entre os novos poetas, Pergentino Jr, poeta de Guarulhos muito talentoso, além dos santistas Valdir Alvarenga, Guida Linhares, Edilza de Souza Fernandes e Paulo Schiff. Amante da música, teve uma composição classificada entre as dez finalistas de um festival. Na Bienal do Livro do Sesc-Santos, Mulher: Amor e Poesia foi um dos livros mais vendidos entre os autores independentes. Amante das artes, atualmente exerce a atividade de artesã. Parte de seu trabalho pode ser conferido no blog. No CineZen, estará colaborando com poemas, crônicas, textos sobre os filmes que é apaixonada e apontando poetas que estejam despontando na cena literária.

2 thoughts on “Dia das Crianças – O Pequeno Príncipe

  1. Parabéns, Regina, pela linda matéria e obrigado por citar as frases célebres desse clássico que tanto nos inspiram. Um grande abraço e flores virtuais para você!

  2. Olá Regina, você pode me passar a frase correta e que parte do livro está? : ” todos os adultos já foram crianças um dia, pena que muitos se esqueçam disso.” Grata, Andréa.

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