Dragonball Evolution

Destituído da qualidade e graça de sua matéria-prima, longa não passa de um filmeco de ação, desses que raramente chega às telas do cinema, restringindo-se a lançamentos direto em vídeo.
Por Ricardo Prado * (09/10/2009) // Comente

Por Ricardo Prado

dragonballDragonball Evolution (Idem, EUA, 2009). Direção: James Wong. Roteiro: Ben Ramsey, baseado em mangá de Akira Toriyama. Elenco: Justin Chatwin, Joon Park, Jamie Chung, Emmy Rossum, James Marsters, Randall Duk Kim. Ação. 85 min. (Cor).

“Dragonball Evolution” faz questão de, logo nos minutos iniciais, avisar ao fã do mangá ou do seriado de que é uma adaptação que toma liberdades assombrosas. Não é a primeira e nem de longe será a última vez que isso acontece em Hollywood. O problema é que nem como filme, isolado de seu trabalho original. Destituído da qualidade e graça de sua matéria-prima, não passa de um filmeco de ação, desses que raramente chega às telas do cinema, restringindo-se a lançamentos direto em vídeo.

Os fãs de “Dragon Ball”, “Dragon Ball Z” e outros não podem reclamar da falta de aviso. Mesmo quando o filme estava em etapa de produção, a mídia veiculava diversas fotos de divulgação, uma mais escabrosa do que a outra. O descaso com o trabalho original não se limitou a escalar atores totalmente diferentes para os personagens, mas também em criar uma história completamente diferente usando apenas as tais esferas como MacGuffin.

A história começa com Son Godku (Justin Chatwin) treinando com seu avô, Gohan (Randall Duk Kim), um mestre das artes marciais. Em uma seqüência que mistura “Dragon Ball” com “Barrados no Baile”, Goku é o “diferente” de seu colégio, apanha dos valentões e sonha em conquistar a menina Chi-Chi (Jamie Chung). A vida dele muda quando o avô é assassinado por uma caçadora de recompensas, que busca uma tal de esfera do dragão, que Gohan havia dado a Goku em seu aniversário. Ela recebe ordens de Lord Piccolo (James Marsters), um demônio alienígena que busca as sete esferas para chamar o monstro Oozaru para detruir o mundo.

Do elenco risível, a única que se salva é também a única a ter algum talento: Emmy Rossum. É também ela a única que não deve sofrer para conseguir novos papéis depois do inevitável fracasso deste aqui. Yun-Fat Chow também, mas este dificilmente trabalha em Hollywood (exceto na trilogia “Piratas do Caribe”, por exemplo).

Com diálogos pobres, situações clichê e efeitos especiais pouco inventivos, “Dragonball Evolution” decepciona. Não ajuda o fato de “Dragon Ball” ser um dos mangás e, mais tarde, desenhos animados japoneses mais influentes da última década. O fã da série fica aguardando uma adaptação decente, enquanto o fã de cinema em geral é melhor evitar pagar algum dinheiro por isto aqui de forma desavisada.

5,5

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