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Um Homem Bom

Primeiro longa no idioma inglês dirigido pelo brasileiro Vicente Amorim tem nova proposta para filmes sobre a Segunda Guerra

Por Ricardo Prado

umhomembomUm Homem Bom (Good, Inglaterra / Alemanha, 2008). Direção: Vicente Amorim. Roteiro: John Wrathall (roteiro), C.P. Taylor (peça). Elenco: Viggo Mortensen, Mark Strong, Jason Isaacs, Steven Mackintosh, Jodie Whittaker, Gemma Jones, Rick Warden, Charlie Condou, Ruth Gemmell, Anastasia Hille, Guy Henry, Kelly Wenham, Steven Elder, Ralph Riach, Laurence Richardson. Drama. 96 min. (Cor).

“Um Homem Bom” é um filme despretensioso, mas distinto. A indústria do cinema continua investindo no gênero do filme sobre o nazismo, mas é louvável que novas propostas surjam de vez em quando.

Acompanhamos a história de John Halder (Viggo Mortensen, de “Senhores do Crime” e “O Senhor dos Anéis”), um professor universitário que, a princípio, não dá a mínima para a ascensão do partido nazista, mas logo vai se aproximando dele.

O roteiro é competente em fazer essa transição de forma natural. Levando o título do filme em conta, “Um Homem Bom” é a história de um homem que, movido por suas próprias convicções, afilia-se ao partido nazista, sem qualquer peso na consciência. Em sua mente, é apenas um “membro honorário”, nada oficial, o trabalho não inclui nada brutal. Ao mesmo tempo, tenta encontrar uma forma de tirar seu amigo judeu do país, mas logo percebe que isso seria muito difícil.

Viggo Mortensen está ótimo no papel, como sempre. Também merece destaque o inglês Jason Isaacs, no papel do amigo judeu de John, Maurice. Ele poderia ser apenas um recurso da narrativa para invocar a culpa no personagem principal, e no público, por extensão. Ele vai além, e se torna um personagem tridimensional em que podemos acreditar e pelo qual podemos torcer.

“Um Homem Bom” é dirigido pelo brasileiro Vicente Amorim (de “O Caminho das Nuvens”), chamado para comandar o projeto pela produção para não trazer muita bagagem pessoal para um tema como o do nazismo. Fica difícil delimitar qual aspecto da produção fez de “Um Homem Bom” um produto acima da média. Foi um esforço coletivo, e bem recompensado.

8,5

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Ricardo Prado

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