Rede de Intrigas

Filme que inicia como thriller e vira comédia pastelão comprova decadência de Christian Slater e Cuba Gooding Jr.
Por André Azenha, editor (14/08/2009) // 2 comentários

Por André Azenha

rededeintrigasRede de Intrigas (Lies & Illusions, EUA, 2009). Direção: Tibor Takács. Roteiro: Eric James. Elenco: Christian Slater, Cuba Gooding Jr., Sarah Ann Schultz, Christa Campbell, Robert Giardina, Al Madrigal. Comédia / Thriller / Ação. 100 min. (Cor).

Não confunda com o filme de 1976, que tinha Robert Duvall no elenco. Apesar de homônimo, aquele é um filme muito superior. “Rede Intrigas”, o atual, é uma produção realizada por um diretor experiente da tevê, Tibor Takács, lançada diretamente em home vídeo no Brasil e que tem jeitão de telefilme esquizofrênico.

Quem protagoniza são atores outrora respeitados e de sucesso, Christian Slater e Cuba Gooding Jr. O primeiro, assim como no cultuado “Amor à Queima Roupa”, quando atuou ao lado de Patricia Arquette em 1993, é apaixonado por uma loira e precisa escapar de uma quadrilha.

Slater interpreta Wes Wilson, um escritor de sucesso. No dia em que pede Samantha (Sarah Ann Schultz) em casamento, é espancado por sujeitos estranhos, que raptam sua amada, depois dada como morta. Os anos se passam, os mesmo vilões, liderados por Isaac (Gooding Jr.), reaparecem em busca de diamantes que a antiga paixão do escritor teria roubado e escondido. Pelo meio do caminho surge uma jornalista (Christa Campbell), que diz ser fã da obra de Wilson, e que se torna a nova namorada dele. A partir daí ele irá precisar descobrir o que realmente aconteceu com Samantha e reaver os diamantes para os inimigos.

Se a intenção do diretor era surpreender o público, fazendo o que poderia render um bom thriller descanbar para a comédia pastelão, o tiro saiu pela culatra. A partir do momento que as cenas “engraçadinhas” surgem a sensação é de desgosto. Seguisse o caminho do primeiro ato e talvez o filme não soasse frustrante. São sequencias constrangedoras que reafirmam a derrocada das carreiras de Slater e Cuba Gooding Jr.,  relegados a interpretar personagens medíocres em fitinhas B.

O elenco está deslocado, o roteiro é mal elaborado (dá para sacar todas as “reviravoltas”) e pior ainda é a direção de Takács. O cineasta conseguiu fazer tudo errado: as cenas de tiroteio, as brigas e a queda de um avião, cujos “efeitos especiais” são toscos ao extremo. Os únicos méritos do filme é que ele não se leva a sério e tem a beleza de Christa Campbell  e principalmente da loira  Sarah Ann Schultz. Mas para dar risada há “Agente 86” nas locadoras e admirar os atributos de ambas basta pesquisar fotos delas no Google.

4,0

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André Azenha é jornalista, editor dos sites CineZen e CulturalMente Santista, autor do livro Poesia a Quatro Mãos, feito em parceria com sua mãe, a poetisa Regina Azenha. Trabalhou com o crítico de cinema Rubens Ewald Filho, escreveu para a revista Época São Paulo e colabora com veículos de imprensa de vários estados. Em 2011, mediou o ciclo Documentários Comentados, no SESC Santos. É assessor de imprensa e realiza encontros culturais, a maior parte de caráter beneficente.


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2 Comentários
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  1. Um dos piores filmes que eu já vi, as atuações são péssimas, o roteiro é terrível e a história é totalmente sem graça.. Não perca o seu tempo.

  2. Um dos piores filmes que eu já assisti! As cenas de ação são toscas, o Cuba Gooding Jr parece um não ator interpretando um vilão (algo digno de um Luciano Hulk em filme da Xuxa), o Christian Slater faz o papel do cara mais idiota do mundo, não dá pra entender como um cara daqueles consegue escrever um livro! E o diretor parece que além de não escolher bem os angulos de filmagem, não sabe fazer uma edição de imagens, e tampouco houve qualquer preocupação com a fotografia. Para falar verdade, parece que foi dirigido por alguém totalmente amador, sem nenhuma qualidade.

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