Lição de Amor

Típica comédia romântica italiana, açucarada, brega, repleta de clichês, com galã e garotal linda, mas que tem público alvo fiel
Por André Azenha, editor (24/07/2009) // 4 comentários

Por André Azenha

liaao-de-amorLição de Amor (Scusa ma ti chiamo amoré, Itália, 2008) Direção e roteiro: Federico Moccia. Elenco: Raul Bova, Michela Quattrociocche, Michelle Carpente. Comédia romântica. 82 min. (Cor).

O escrior, diretor  e roteirista italiano Federico Moccia, filho de outro cineasta, Giuseppe Moccia (1933- 2006 ), possui uma carreira de prestígio em seu país. Entre 1986/87 escreveu a série de tevê “I ragazzi della 3 C”. Iniciou sua carreira como roteirista e diretor de cinema ainda em 1987, com “Palla al centro” e um ano depois dirigiu o seriado “College”. Em 1992 lançou seu primeiro livro, “Tre metri sopra il cielo”, e entre 1995/96 dirigiu no teatro o espetáculo “Uomini – Donne 3-1”.

Aqueles acostumados aos trabalhos de Federico devem ter estranhado quando “Lição de Amor” chegou aos cinemas italianos, já que passa longe da ambição artística dos projetos anteriores dele.

O filme nada mais é que uma comédia romântica despretensiosa e bobinha como tantas outras produzidas na Itália, com momentos que, para nós brasileiros, soam extremamente bregas, mas que por lá encontram um público fiel, que aceita numa boa alguém repetir inúmeras vezes “ti chiamo amoré” durante o sexo.

É como se conferíssemos um capítulo de novela da Globo prolongado, sem as pseudo mensagens étnicas que permeiam o horário nobre brasileiro, muito mais açucarado, com direito a galã, uma adolescente linda, linda, linda, desencontros, traições e trilha sonora melosa.

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Raul Bova (que atuou com Diane Lane em “Sob o Sol de Toscana”), bastante famoso na “velha bota”, interpreta um publicitário de 37 anos, recém-abandonado por sua mulher, e que acaba atropelando uma garota (Michela Quattrociocche, cuja beleza é impressionante) vinte anos mais nova. Logicamente os dois se apaixonam, ele precisa lidar com a imaturidade dela, que, por sua vez, utiliza artifícios manjados – sempre num tom de comédia – para conquistar o amado.

As situações são forçadas, e provavelmente você as deve ter visto em outros filmes. Mas dependendo do “momento” de cada espectador, é um longa que pode ser degustado de forma fácil, rápida, ligeira, e gostosa. Já para quem aprecia tramas “reais”, profundas, não passará de pura perda de tempo.

Cotação: 5,0

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André Azenha é jornalista, editor dos sites CineZen e CulturalMente Santista, autor do livro Poesia a Quatro Mãos, feito em parceria com sua mãe, a poetisa Regina Azenha. Trabalhou com o crítico de cinema Rubens Ewald Filho, escreveu para a revista Época São Paulo e colabora com veículos de imprensa de vários estados. Em 2011, mediou o ciclo Documentários Comentados, no SESC Santos. É assessor de imprensa e realiza encontros culturais, a maior parte de caráter beneficente.


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4 Comentários
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  1. queria saber qual é o nome e se existe essa trilha do filme?

  2. Oi Shirley. Infelizmente no Brasil não há a trilha sonora do filme para venda. Abraços e obrigado pela presença no CineZen! André

  3. estou organizando um festival de filmes italianos, mas queria apresentar filmes mais novos como Gomorra e II Divo, o que acha? Ou sugere um da máfia, um romântico, um político…obrigada

  4. Cida, um filme que vc pode tentar conseguir para o festival é o “Vincere”, que foi exibido na competição oficial de Cannes neste ano. O filme tem a Giovanna Mezzogiorno (do “Amor nos tempos do cólera”) no elenco. O diretor é o Marco Bellocchio. Outra dica é o “La Siciliana ribelle”, de 2009, do Marco Amenta. beijos e obrigado!!!

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