Alma Perdida

Dirigido e escrito pelo especialista em terror, David S. Goyer, longa passou quase despercebido nos cinemas, mas pode encontrar seu público em home vídeo
Por André Azenha, editor (08/07/2009) // Comente


Por: André Azenha

alma-perdidaAlma Perdida (The Unborn, EUA, 2009). Direção e roteiro: David S. Goyer. Elenco: Odette Yustman, Gary Oldman, Meagan Good, Carla Gugino. Terror. 87 min. (Cor).

6,5

Garota começa a ter visões assustadoras de uma criança e, ao investigar o evento paranormal, descobre que se trata de um espírito maligno ligado ao passado de sua família. Para dar cabo do terror, ela conta com a ajuda de homem que fará o exorcismo no intuito de lhe devolver a paz.

Se lembrou de algum filme de terror ao ler a sinopse acima? Pois é, apesar de ter sido dirigido e escrito por David S. Goyer, especialista no gênero (foi diretor do primeiro “Blade” e roteirizou toda a trilogia baseada nas HQs do personagem), que também participou dos ótimos roteiros de “Batman Begins” e sua continuação, “O Cavaleiro das Trevas”, “Alma Perdida” é a prova da falta de criatividade que tem sido recorrente aos longas de terror ocidentais.

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Todos os clichês estão lá: sustos em espelhos, a pessoa que surge de repente atrás de outra, a trilha sonora que vai num crescendo nos momentos de tensão, sustos fáceis, etc, etc. E uma atriz central gostosinha: Odette Yustman (“Cloverfield”), cópia menos abundante de Megan Fox, mas que dá para o gasto – seu par romântico é Cam Gigandet, o vilão do fraquíssimo “Quebrando Regras”.

Goyer seguiu tão a risca o que a cartilha do gênero manda que, se o filme soa como “dejà vu” de tantos outros, também escapa da mediocridade de “O Grito” e congêneres. Esperto, escalou o veterano Gary Oldman (com quem trabalhou nos dois últimos “Batman”), que serve para dar credibilidade à produção. O ator britânico vive Sendak (cujo nome faz referência a Maurice Sendak, autor do livro ”Where the Wild Things Are”), o rabino encarregado de realizar o exorcismo. O elenco ainda tem a deliciosa Carla Gugino, praticamente imperceptível na pele da mãe da protagonista.

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“Alma Perdida” passou quase em branco nos cinemas e talvez encontre um público maior no mercado de home vídeo. Ao menos, não é um filme de terror que faz rir e talvez sirva para entreter quem não liga de conferir os mesmos sustos de outras produções. 

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André Azenha é jornalista, editor dos sites CineZen e CulturalMente Santista, autor do livro Poesia a Quatro Mãos, feito em parceria com sua mãe, a poetisa Regina Azenha. Trabalhou com o crítico de cinema Rubens Ewald Filho, escreveu para a revista Época São Paulo e colabora com veículos de imprensa de vários estados. Em 2011, mediou o ciclo Documentários Comentados, no SESC Santos. É assessor de imprensa e realiza encontros culturais, a maior parte de caráter beneficente.


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