Cinema e poesia: Nunca te vi, sempre te amei

Por: Regina Azenha

nuncatevi

Nunca te vi, sempre te amei (84 Charing Cross Road, EUA, 1986). Direção: David Hugh Jones. Roteiro: Hugh Whitemore, baseado em livro de Helene Hanff. Elenco: Anthony Hopkins, Anne Bancroft e Judi Dench. Drama. 89 min. (Cor).

Sinopse: Em busca de livros raros nos Estados Unidos, uma escritora americana (Anne Bancroft) escreve a uma livraria inglesa. Com o passar do tempo inicia-se uma relação afetuosa entre ela e o vendedor (Hopkins) que a atende.

A vida com suas armadilhas,
só nos mostra cada vez mais
que é possivel sim nutrirmos
sentimentos
por alguém que está distante
de nós

Alguém que talvez
nem venhamos
a conhecer,
mas onde as afinidades
fazem se mostrar

Talvez
um encontro de almas,
que se reconhecem
sem nunca se olhar…

Esse sentimento
pode ser
uma grande amizade,
um terno bem querer,
quem sabe até amor
pois que os corações
nada podem prever

Nunca te vi, sempre te amei…
é possivel acontecer
porque,
quando o sentimento é puro
não existem barreiras
ele vai muito mais além…

Santista e faz poesia desde criança. Escreveu três livros: Mulher: Amor e Poesia, em 1986 (pelo qual ganhou o prêmio Robalo de Ouro Brasil 1989), Fragmentos & Mutações, em 1997 e Poesia a quatro mãos (2008), realizado em parceria com seu filho André. É admiradora do poeta e escritor J. G. de Araújo Jorge, e de autores como Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meirelles, Paulo Leminski, Mário Quintana, Fernando Pessoa, José Saramago, entre outros tantos. Entre os novos poetas, Pergentino Jr, poeta de Guarulhos muito talentoso, além dos santistas Valdir Alvarenga, Guida Linhares, Edilza de Souza Fernandes e Paulo Schiff. Amante da música, teve uma composição classificada entre as dez finalistas de um festival. Na Bienal do Livro do Sesc-Santos, Mulher: Amor e Poesia foi um dos livros mais vendidos entre os autores independentes. Amante das artes, atualmente exerce a atividade de artesã. Parte de seu trabalho pode ser conferido no blog. No CineZen, estará colaborando com poemas, crônicas, textos sobre os filmes que é apaixonada e apontando poetas que estejam despontando na cena literária.

One thought on “Cinema e poesia: Nunca te vi, sempre te amei

  1. Lindo poema, de muita ternura e compreensão do outro, inspirado no belíssimo filme Nunca te vi… sempre te amei. Parabéns.

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