O Exterminador do Futuro
O Exterminador do Futuro (The Terminator, EUA, 1984). Direção: James Cameron. Roteiro: James Cameron, Gale Ann Hurd, William Wisher Jr. Elenco: Arnold Schwarzenegger, Michael Biehn, Linda Hamilton. Ação/Ficção científica. 108 min. (Cor).
O atual governador do estado da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, é por vezes chamado de Governator. Frases como “I’ll be back” e “Hasta la vista, baby” já são parte não só do léxico cinematográfico mas também de gente quem nem gosta de cinema. Com a franquia “O Exterminador do Futuro”, o diretor e roteirista James Cameron viu seu nome estourar, indo realizar depois trabalhos como “True Lies”, “Titanic”, entre outros. Mas uma das franquias mais importantes do gênero de ação com ficção científica teve um início um tanto pequeno.
“O Exterminador do Futuro”, que estreou em 1984, é linear, direto e curto. Um Exterminador (Schwarzenegger) viaja no tempo de 2029 até 1984 com a missão de assassinar uma moça chamada Sarah Connor (Linda Hamilton). Atrás dele vem outro viajante do tempo, Kyle Reese (Michael Biehn), recrutado no futuro para protegê-la. Acontece que o Exterminador é uma criatura resistente que não desiste. Quando Sarah Connor percebe que está sendo perseguida, encontra em Kyle uma forma de permanecer viva.
Logo a trama se desenrola e o espectador entende o que está acontecendo. Foi o filho de Sarah, John Connor, que mandou Kyle para o passado, para proteger sua mãe da ameaça do Exterminador, por sua vez enviado pela poderosa Skynet ao passado com a missão de assassinar Sarah e, por extensão, evitar que John nasça e venha a conduzir uma revolução. A Skynet é uma empresa gigante da inteligência artificial, inicialmente criada para servir aos humanos, mas que se tornou auto-consciente e passou a destruir seus mestres. O futuro de Kyle e do Exterminador é um futuro frio, desolado e marcado pela guerra entre as pessoas e as máquinas.
Há toda essa bagagem de história, mas o que move mesmo “O Exterminador do Futuro” é a perseguição. Até então, o espectador não estava acostumado a ver um psicopata tão incansável perseguindo sua presa, nos moldes dos filmes de serial killer como “Sexta-feira 13″ e “A Hora do Pesadelo”. O Exterminador é inteligente, pensa sempre à frente, enquanto Kyle é só humano, e tenta ajudar Sarah da forma que pode.
O retrato do Exterminador por Arnold Schwarzenegger até poderia ser hilário se não fosse tão assustador. Ele é um ciborgue, mas fala como um robô, em frases bem pausadas e genéricas. Ainda assim, sua presença o transforma em um verdadeiro monstro. Não é à toa que o papel marcou Schwarzenegger para o resto de sua carreira.
Ninguém esperava que “O Exterminador do Futuro” fizesse tanto sucesso. Com um orçamento de US$ 6,4 milhões, arrecadou cerca de US$ 38,3 milhões nos Estados Unidos e mais de US$ 78 milhões no resto do mundo. Alguns o descrevem como o filme que contém todos elementos necessários para um bom filme de ação. Para a série progredir mais ainda, a continuação, “O Exterminador do Futuro 2″ foi ainda melhor. Sim, “O Exterminador do Futuro” é uma dessas séries em que o segundo filme é melhor do que o primeiro.
