Entrevista – Ailton São Paulo
Por: André Azenha
Foto: Arquivo pessoal/Ailton São Paulo

Nascido em Riachão do Jacuípe, cidade do semiárido baiano, o escritor e poeta Ailton São Paulo faz parte de uma família que respira arte e cultura. É sobrinho do cineasta Olney (1936-78), um dos destaques do Cinema Novo, e primo dos atores Irving (1964-2006) e Ilya. Mas diferente dos parentes, que escolheram trilhar carreiras ligadas ao cinema e televisão, Ailton, mesmo sendo cinéfilo e admirador de filmes como “Gênio Indomável”, “O Último Portal”, “O Quarto Poder”, “Segredos do Poder” e “O Nome da Rosa”, optou por seguir o caminho literário.
”Meu avô, Antônio São Paulo, foi maestro e um grande divulgador da música na região do semiárido baiano. Por vários anos manteve a ‘Filarmônica Euterpe Jacuipense’, presença constante nas datas comemorativas e nos eventos sociais do município de Riachão do Jacuípe. Li Monteiro Lobato, mas li ‘Urupês’, seu livro de contos, e, só bem mais tarde iria ler ‘Reinações de Narizinho’, conta Ailton, que mergulhou de cabeça em contatos, crônicas e romances. “De crônica li Henrique Pongetti; contos, lia Drumond; romances, lia clássicos, como ‘O Criminoso’, de François Copée, ‘O Leopardo’, de Lampedusa, ‘A Cartuxa de Parma’, de Stendhal… e assim por diante. Da leitura, portanto, nasceu meu interesse pela arte, de um modo geral, e pela literatura, especificamente. Comecei a escrever poemas, mas antes, aos oito, nove anos, se a memória não me falha, escrevi uma peça de teatro que falava da aculturação indígena”.
Ailton foi articulista dos jornais “Gazeta da Bahia”, “Folha Regional”, “Folha do Norte” e até chegou a se enveredar pelas artes cênicas, no Grupo de Teatro Boca de Cena. Seu primeiro livro, “O Último Selo”, seguiu o caminho da poesia e encontra-se esgotado. No momento ele prepara o lançamento de sua segunda obra, “Cem Sonetos de Amor”, que deve acontecer em 17 de julho, e projeta seu primeiro trabalho em prosa.
Atualmente residindo em Feira de Santana, o escritor, poeta, ator e articulista concedeu uma entrevista exclusiva ao CineZen, em que, além de contar em detalhes o início de seu interesse pelas artes, a influência de sua família e seus próximos projetos, e desancar Woody Allen (“…é um bosta metido a intelectual preso a um universo limitadíssimo: a ilha de Manhattan.”), aproveitou para comentar a situação da cultura nordestina, que em sua maior parte segue restrita à própria região, principalmente em virtude das televisões do Nordeste. “A barreira, ainda existe. Não mais por preconceito, felizmente, mas por comodismo da classe empresarial nordestina. É mais cômodo ser uma emissora afiliada do que a ‘cabeça’ de uma rede de televisão nacional. Minimiza-se custos e otimiza-se lucros. Tudo bom, bonito e barato. Mas isto quem perde é a cultura brasileira, afinal, na mesma proporção que se priva uma comédia maravilhosa como ‘Vixi Maria, Deus e o Diabo na Bahia’ do Brasil, se priva, igualmente, o Brasil de saber dessa comédia”.
Abaixo, o bate-papo completo.
Me fale do início da sua carreira como escritor. Como surgiu seu interesse pela arte?
Ailton São Paulo - A arte está em mim, acredito, desde o momento em que nasci. Tive a sorte de nascer em uma família absolutamente voltada para as manifestações artísticas. Meu avô, Antônio São Paulo, foi maestro e um grande divulgador da música na região do semiárido baiano, onde fica a minha cidade natal. Por vários anos manteve a “Filarmônica Euterpe Jacuipense”, presença constante nas datas comemorativas e nos eventos sociais do município de Riachão do Jacuípe. Li Monteiro Lobato, mas li “Urupês”, seu livro de contos, e, só bem mais tarde iria ler “Reinações de Narizinho”. Lia muitos contos, crônicas e romances. De crônica li Henrique Pongetti; contos, lia Drumond; romances, lia clássicos, como “O Criminoso”, de François Copée, “O Leopardo”, de Lampedusa, “A Cartuxa de Parma”, de Stendhal… e assim por diante. Da leitura, portanto, nasceu meu interesse pela arte, de um modo geral, e pela literatura, especificamente. Comecei a escrever poemas, mas antes, aos oito, nove anos, se a memória não me falha, escrevi uma peça de teatro que falava da aculturação indígena. Bem, por muito pouco, em função da pouca receptividade desta primeira incursão no mundo artístico-literário, eu não parei de escrever. Aliás, a bem da verdade, a pouca receptividade fez que ainda mais florescesse em mim o desejo de cultivar estoicamente a literatura. Do fracasso solidificou-se, portanto, meu interesse pela arte.
Qual o papel da sua família em suas atividades? Houve influência do seu tio?
ASP - Evidentemente que, vendo Olney São Paulo na direção de seus filmes, dentre eles “Manhã Cinzenta” e o “Grito da Terra”, me deixei influenciar pela mágica excepcional da criação. Sim, porque não vejo muita distinção, exceto pelo meio, entre o processo de criação de um filme e o processo de criação de um poema, um conto, um romance. Portanto, tive uma experiência maravilhosa e considero uma dádiva ter nascido no Nordeste, na Bahia, e no seio da família São Paulo, que já ofereceu à cena artística e intelectual brasileira nomes como Olney São Paulo, Irwing São Paulo, Ilya São Paulo e o Profº Fernando São Paulo, um dos mais festejados professores da Faculdade de Medicina da Bahia, quando era ainda no Terreiro de Jesus, em Salvador.
Mas, não foi só por minha família, também foi pela infância que tive na cidade de interior, com todas aquelas experiências lúdicas… Cresci tomando banho no rio Jacuípe, que corria célere nos fundos de minha casa. Cresci com minha avó contando histórias de lobisomens, de mulas-sem-cabeça, de assombrações e crendices. Cresci ouvindo literatura de cordel, os versos alexandrinos que são marca registrada desses poemas. Cresci assistindo seriados em preto-e-branco. Seriados como “Viagem ao Fundo do Mar”, “Terra de Gigantes”, “Túnel do Tempo”, “Ísis”, “O Homem de Seis Milhões de Dólares”; desenhos em “stop and moctions” do “Homem Aranha”, do “Incrível Hulk”, de “Namor, O Príncipe Submarino”. Cresci ouvindo música no serviço de autofalantes que era a nossa “rádio” local. Entrava no ar, impreterivelmente, às 17 horas e saía às 19. Nesse horário vinham as novelas: “Uma Rosa Com Amor”, “Carinhoso”, “Irmãos Coragem”, “O Semi-Deus”… Enfim, este foi o ambiente em que nasci e cresci, muito propício ao surgimento de uma “veia” artística.
Você está finalizando um livro. Pode adiantar o que poderemos encontrar nele?
ASP - “Cem Sonetos de Amor”, título sugerido por uma grande amiga virtual, a poetisa Regina Azenha, será lançado em julho, provavelmente 17 de julho, e é um livro dedicado inteiro aos sonetos. Ele fecha um ciclo em minha vida, pois, depois dele, que é o segundo (o primeiro foi “O Último Selo”, de 2007) e último livro de poemas que escrevo, me dedicarei inteiramente à prosa, com o firme propósito de terminar um romance já iniciado e iniciar outros. Neste livro, particularmente, o leitor poderá encontrar sonetos que falam de amor, como essência temática. Amor sem pudores, daqueles que te faz levitar, que te faz perder o sono, que te faz ver o rosto da mulher amada em cada rosto que encontra pela frente. Que te faz delirar e sonhar, ainda que mal entendas a diferença entre o sonho e o delírio. É desse amor que falam meus sonetos… É isto que encontrarão os leitores de “Cem Sonetos de Amor”.
Qual sua opinião sobre o movimento cultural no Nordeste atualmente? E você acha que ainda exista algum tipo de barreira na divulgação cultural do Nordeste no sul do país?
ASP – O Nordeste sempre foi efervescente culturalmente. Mas, na verdade, o que ocorre é que o país está dominado inteiro por um meio único de comunicação, que é a televisão. A televisão ainda, em pleno século XXI , é o meio de comunicação que dita o comportamento e traça a linha mestra da vontade do povo. E neste contexto, temos quatro redes nacionais, que alcançam quase 100% do território brasileiro, sediadas ou no Rio de Janeiro ou em São Paulo, que colocam todas as outras regiões como reféns. Para que se tenha uma idéia, hoje se idolatra a Ivete Sangalo, mas, muito antes das regiões Sul e Sudeste se descabelarem com o “vai buscar Dalila ligeiro”, nós, baianos e nordestinos, já tínhamos a Ivete fazia anos. Da mesma forma são os grupos de forró renovado, tipo “Calcinha Preta”, “Catuaba Com Amendoim” e outros. Flávio José, recordista em shows no Nordeste , é desconhecido no Sul e Sudeste, praticamente. A comédia “Vixi Maria, Deus e o Diabo na Bahia” foi uma recordista de público, mas isto não chegou até o Sul e Sudeste. Por que? Simples: não se tem a mídia televisiva. Falo de uma rede nacional. As emissoras que temos são meras afiliadas e o tempo de programação destinado à produção local é ínfimo. A barreira, portanto, ainda existe. Não mais por preconceito, felizmente, mas por comodismo da classe empresarial nordestina. É mais cômodo ser uma emissora afiliada do que a “cabeça” de uma rede de televisão nacional. Minimiza-se custos e otimiza-se lucros. Tudo bom, bonito e barato. Mas isto quem perde é a cultura brasileira, afinal, na mesma proporção que se priva uma comédia maravilhosa como “Vixi Maria (…)” do Brasil, se priva, igualmente, o Brasil de saber dessa comédia. E assim é com todo o resto. Zéu Brito só apareceu para o resto do país depois de aparecer em minisséries da Globo. E assim sucedeu com “Cordel do Fogo Encantado” e deverá acontecer com “Virado no Móio de Coentro”. Portanto, a barreira que encontramos hoje na divulgação dos talentos nordestinos é de ordem econômico-empresarial, porque, sintomaticamente, o Sul e Sudeste, à medida que se especializaram na condução econômica do país, perderam na arte aquilo que mais encanta: a espontaneidade. Esta espontaneidade ainda vemos nas manifestações artísticas nordestinas. Bebemos ainda nos versos de um Patativa do Assaré, quando fazemos poesia; ainda nos inspiramos em um Adonias Filho , um Jorge Amado, quando falamos de romance. Ainda temos os conceitos de um Glauber quando entramos nas salas de cinema de um shopping. Vê? Quem perde é o Brasil. Perde não apenas porque está privado do que se produz culturalmente no Nordeste, mas o que se produz no Norte e no Centro-Oeste, também.
Quais seus autores prediletos?
ASP - Olha, falar de autores prediletos é falar de clássicos, no meu caso. Mas falar de clássicos é matéria recorrente, embora seja impossível não citar Machado de Assis. Bem como Aluízio Azevedo, Lima Barreto, Álvares de Azevedo, Junqueira Freire, Lucília Junqueira de Almeida Prado, Paulo Rangel, Rubem Fonseca, José Saramago, Jorge Amado, Adonias Filho, Morris West, Harold Robbins, Dan Brown, Umberto Eco, Herberto Sales, Monteiro Lobato… Nossa, a lista é infinita.
Sobre cinema, cite, por favor, cinco filmes preferidos, outros cinco que possa ter se arrependido de ter assistido…
ASP – Devo confessar que sou cinéfilo, do tipo que vai ao cinema e compra dvd’s. Assisto muitos filmes. Gosto de quase tudo que assisto, mas não gosto dos filmes de Woody Allen. Acho-os pedantes… Sem contar que para mim o próprio Woody é um bosta metido a intelectual preso a um universo limitadíssimo: a ilha de Manhattan. Fora os filmes de Woody Allen, eu não gostei de ter assistido “Academia de Gênios”, “Morte Súbita”, “Do Além”, “Incubus” e “Hanna D”. Já entre os filmes que adorei assistir, estão, dentre outros, “Gênio Indomável”, “O Último Portal”, “O Quarto Poder”, “Segredos do Poder” e “O Nome da Rosa”. Mas esta lista é grande, pois ficaram de fora clássicos como “A Balada do Soldado” e “Amarcord”. Sem contar os “westerns” com John Wayne: “No Tempo das Diligências”, “Rio Vermelho”, “Rio Grande”, “Onde Começa o Inferno”, “O Último Pistoleiro” e muitos outros.
O Brasil é um país que incentiva a cultura?
ASP – A cultura deveria ser incentivada por quem faz cultura. Mas não é isto que vemos, infelizmente. Espera-se do país algo que não vai acontecer nunca: incentivo. E quer que diga mais? A quem faz cultura não interessa de forma alguma que ela chegue a todos os brasileiros. Talvez, diante desta afirmativa, os leitores se perguntem: por quê? Eu respondo: o livro é isento de impostos, o papel é isento de impostos, mas a gráfica, a editora, o distribuidor, o livreiro ganham bastante. Veja: os lucros da gráfica podem chegar a 90% sobre o custo de impressão. Se você perguntar ao dono por que isto ocorre, ele vai falar dos impostos incidentes sobre folha de pagamento, sobre o serviço, etc. O distribuidor fica com 50% do preço de capa do exemplar vendido na livraria. O livreiro fica com algo em torno de 15% a 20% e se perguntarmos por que, todos alegarão os impostos incidentes sobre folha de pagamento e outras coisas mais. Mas vamos fazer umas continhas: o custo de um livro de 500 páginas, dependendo da gráfica, do acabamento, tipo de impressão, pode sair por R$ 8,00, sendo que aí a gráfica já embolsou seu lucro. Este livro geralmente tem seu preço final em torno de R $ 45,00, um pouco mais ou um pouco menos, isto quando não bate a casa dos 60, 70 reais, ou mais, quando se trata dos livros técnicos. Bem, imagine que o valor seja mesmo os 45 reais. Veja: o distribuidor vai ficar com R$ 22,50. Destes 22 reais e 50 centavos ele vai tirar R$ 9,00 (20% sobre o preço de capa) do livreiro e o resto será embolsado por ele, o distribuidor. Os outros R$ 22,50 vão para o editor que, por sua vez, tirará R$ 6,75 (15% sobre o preço de capa) para o escritor e R$ 8,00 para a gráfica. O restante irá para o caixa da editora. Então, temos a seguinte contabilidade básica: o editor, dos 22 reais e 50 centavos que lhe couberam da venda de um exemplar de uma publicação qualquer, tirou 6 reais e 75 centavos para o escritor e mais 8 reais do custo, ficando com R$ 7,75, ou seja, 17,2% do preço de capa. O distribuidor ficou com R$ 13,50, ou seja, 30% do preço de capa, depois de ter tirado a parte que cabe ao livreiro. Tem editoras, grandes editoras, que editam e distribuem seus livros e de outras editoras pequenas, aumentando ainda mais seus ganhos. Ora, com livros vendidos a 45 reais para uma “casta” que pode bancar a prática destes preços, a quem vai interessar incentivar a cultura para a maioria dos brasileiros que mal vivem com um salário mínimo ridículo? É impensável para eles. Melhor ganhar muito no pouco, do que pouco em muito. Simples assim. Mas burramente assim, também. Ora, em qualquer outro país do mundo, preços de livro, bilheteria de cinema, de teatro, de shows, de cd’s, de dvd’s, vivem dentro de uma realidade compatível com a expectativa de se atingir um número grande de pessoas; com isto tornando a cultura acessível a uma parcela considerável da população. Aqui não, tudo está estrategicamente montado para uma espécie de manutenção do controle social através da barreira cultural. Então, imaginar que se incentiva a cultura é ser ingênuo… Mas, para não deixar a coisa tão óbvia, joga-se nas costas do governo, do país, a responsabilidade de uma coisa que é inteira dos que fazem cultura. Quem deveria incentivar a cultura, neste país, repito, é quem faz cultura, não é governo. Governo faz política, porca política!
Fique à vontade para fazer considerações…
ASP – O que tenho a considerar ainda está em torno da questão anterior. Quando se diz que brasileiro não lê, isto é mentira. Repito: men-ti-ra! Brasileiro não lê porque não pode pagar o preço de um livro em uma livraria de grife. Aliás, o brasileiro médio não pode nem entrar em uma “boutique” de luxo em que se transformaram as grandes redes de livrarias. Mas já vi, andando de ônibus, o trabalhador lendo livros que lhe foram ofertados por preços módicos. Sabe, autores clássicos, cuja obra é de domínio público e as edições são “baratas”, a título de “incentivo” a leitura. Lendo Lima Barreto, Machado de Assis, José de Alencar, Jorge Amado. Lendo Walter Scott, Alexandre Dumas, imagine! Mas eu vi. Então, toda a questão cultural passa pela questão econômica, sim. Como o trabalhador vai comprar um livro que custa 10% de sua renda mensal? Como?! Impossível! Diante disto, para aliviar a culpa, os que fazem cultura criaram a lenda de que brasileiro não gosta de ler. Uma mentira daquelas que passam ao inconsciente coletivo e todos aceitam como verdade absoluta, coisa difícil de ser “modificada”. Balela pura! Mas uma balela que é mantida com o comodismo dos escritores, a esperteza dos empresários do setor cultural e conivência da “casta” letrada deste país, que adora se exibir nos aviões com exemplares do best-seller do momento, como foi o caso de “O Código Da Vinci”. Nossa, o que eu vi de passageiros sentados naquelas poltronas apertadas de aviões segurando um exemplar do livro de Dan Browm não está escrito. Mas minha crítica maior é ao escritor. Acomodado, sonhando em ser editado e, quando editado, sonhando com o fardão verde-oliva-exército da Academia. Putz! A um escritor deveria interessar a luta para que seus livros tivessem preços acessíveis ao grande público. Um escritor é um artista, como qualquer outro artista. Ele deveria, em vez de se encastelar na sua arrogância de intelectual, estar lutando pela divulgação de seu trabalho, participar de programa de auditório, de variedades, como fazem todos os artistas. Deveria promover um escândalo de vez em quando, como fazem os outros artistas, apenas para se colocarem na mídia. Ora, falem bem ou falem mal, mas falem… e divulguem o trabalho. Quem se expõe, evidentemente sofre riscos, mas o risco maior é manter-se refém de uma “casta” que o condena ao quase anonimato e, com isto, engessa a sua obra e a restringe a um público bastante pequeno. A um escritor interessa ser lido, ainda que me leiam para me criticarem, mas que me leiam. Veja que falo da minha realidade, a de escritor. Mas sou um escritor inconformado com o que se está deixando de fazer com a literatura. O mundo literário é mágico, poxa, é sublime! Palavras que criam imagens, que constroem ilusões, que reinventam realidades, isto é arte, caramba, e arte das boas, tão boa que não pode ficar restrita, por questão de avareza, a um público pequeno. Tem que alcançar o grande público, tem que chegar ao pedreiro, ao carpinteiro, ao eletricista, ao operador de máquinas, ao gari, ao policial, ao boy, ao motoboy… Enfim, a gente de verdade, ansiosa por ter acesso a um mundo de sonhos e de conhecimentos.
André, parabéns pela brilhante idéia de trazer a todos nós, essa entrevista de Ailton São Paulo.Esse mundo “virtual”nos propicia conhecer pessoas especiais, de coração e alma tão sublimes.Tive a felicidade de conhecer o Ailton.Empatia imediata e não me enganei.
Um homem empreendedor, que luta, que grita pelo que é justo.Uma maior valorização do escritor,poeta,artista brasileiro e mais que isso, que seja dada oportunidade a todos terem acesso a cultura e todas as formas de expressão artísticas.
Tive oportunidade de conhecer um pouco da poesia do Ailton, e sem medo de errar, digo que conheci um dos melhores poetas jovens que temos nesse nosso Brasil.
Com certeza Cem Sonetos de Amor, será sucesso e nos fará viajar, sonhar e acima de tudo nos mostrará que vale a pena ir em busca de um ideal.
Ailton, beijos nesse seu lindo coração.
Meu carinho
Regina Azenha
Ailton, que belíssima entrevista! Fico feliz em encontrar pessoas que se preocupam com o social, principalmente, com a literatura dos anonimatos e porque não dos excluídos da leitura. Considero-te uma pessoa de um grande gabarito, um exemplo para os iniciantes na área da cultura, uma injeção de animo para a literatura brasileira. Parabéns! Sucesso sempre…