Noite no Museu 2, Uma

Continuação da comédia de 2006 utiliza clichês do gênero a favor do bem e cumpre com louvor seu papel de entreter o público
Por André Azenha, editor (24/05/2009) // 1 comentário

Por: André Azenha

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Uma Noite no Museu 2 (Night at the Museum: Battle of the Smithsonian, EUA / Canadá, 2009). Direção: Shawn Levy. Roteiro: Robert Ben Garant e Thomas Lennon, baseado nos personagens criados por Robert Ben Garant e Thomas Lennon. Elenco: Ben Stiller, Amy Adams, Owen Wilson, Robin Williams, Steve Coogan, Hank Azaria. Comédia. 105 min. (Cor).

7,0

O primeiro fez propaganda do Museu de História Natural de Nova York e teve êxito de bilheteria ao entreter a platéia pela forma como importantes personagens da história americana interagiam. Nesta continuação, foram mantidos o diretor Shawn Levy e alguns atores do elenco, mas o palco agora é o Instituto Smithsonian, o maior complexo de museus do mundo, localizado em Washington, capital dos EUA – pela primeira fez um filme de ação foi rodado dentro do estabelecimento.

Ben Stiller volta a viver Larry Daley, que deixou de ser guarda noturno, abrindo sua própria empresa, cujo ramo é a criação de novos equipamentos, como uma lanterna que brilha no escuro (“afinal, quando as luzes de casa apagam, nada melhor que uma lanterna, mas antes de a ligarmos para encontrar o que pretendemos, precisamos encontrá-la”, diz ele). Vez ou outra Daley retorna ao antigo local de trabalho para rever os amigos que ganham vida após o pôr do sol.

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Mas o museu está prestes a ser reformado, o que fará os bonecos de cera serem substituídos por máquinas que permitem a interação com o público. Eles então são enviados ao Instituto Smithsonian. Um dia Larry recebe um telefonema desesperado de Jedediah (Owen Wilson), o caubói miniatura, pedindo sua ajuda. Larry invade o Smithsonian e descobre que o faraó Kahmunrah (Hank Azaria) despertou, e busca alcançar a placa que dá vida às criaturas do museu, para reviver seu antigo exército maligno, tornando-se uma ameaça não apenas para seus amigos, como para o planeta.

A essência da trama não foge muito ao que foi realizado no longa anterior, mas em doses maiores (o orçamento, inclusive, foi generoso, US$ 150 milhões), e o público encontra um aumento das situações absurdas, momentos de comédia pastelão, mais personagens lendários e até instantes dramáticos.

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A mídia especializada não gostou. Uma bobagem (parece haver um ranço de alguns colegas com produções do tipo, como se o cinema não pudesse ser “ingênuo”). Enquanto filme fantasia, “Uma Noite no Museu 2” é diversão pura para pais e filhos, utilizando clichês a favor do bem – não faltam animais fofinhos, reviravoltas e claro, momentos românticos

As cenas de ação foram bem ensaiadas, os efeitos especiais corretos e o elenco está à vontade. Bem Stiller é especialista no gênero, Robin Williams aparece menos dessa vez, mas continua carismático, e a bela Amy Adams (“Encantada”, “Dúvida” e “Jogos do Poder”) prova porque é uma das melhores atrizes de sua geração. Versátil, ela cativa como a Amelia Earhart, a primeira mulher a voar sozinha sobre o Oceano Atlântico – a trama não cita o fato de Amelia ter sido autora e defensora dos direitos da mulher.

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Duas curiosidades. Quem  faz ponta como guarda do instituto, no início do longa, é Jonah Hill (“O Virgem de 40 Anos” e “Superbad – É Hoje”). Já Hank Azaria, com quem Stiller contracenou em “Quero Ficar com Polly”, intérprete do vilão Kahmunrah, também dubla o Pensador e o presidente Abraham Lincoln.

“Uma Noite no Museu 2” cumpre com louvor o papel original da sétima arte: entreter o espectador.

 

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André Azenha é jornalista, editor dos sites CineZen e CulturalMente Santista, autor do livro Poesia a Quatro Mãos, feito em parceria com sua mãe, a poetisa Regina Azenha. Trabalhou com o crítico de cinema Rubens Ewald Filho, escreveu para a revista Época São Paulo e colabora com veículos de imprensa de vários estados. Em 2011, mediou o ciclo Documentários Comentados, no SESC Santos. É assessor de imprensa e realiza encontros culturais, a maior parte de caráter beneficente.


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1 Comentário
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  1. Efeitos Especiais e Produção muito bem feitos. De efeitos nota 10!
    Agora, o enredo, fraco.
    Abusou muito do “orgulho americano”. Muito draminha romântico para uma comédia (apesar que, principalmente para as meninas, tornou o filme mais “fofinho”). Comédia meio “pastelão”.
    Nota bem dada pelo editor.

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