A Queda – As Últimas Horas de Hitler

Por: Eduardo Abrantes

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A Queda – As Últimas Horas de Hitler (Der Untergang. Alemanha / Itália, 2004). Direção: Oliver Hirschbiegel. Roteiro: Bernd Eichinger, baseado em livros de Joachim Fest, Melissa Müller e Traudl Junge. Elenco: Bruno Ganz, Alexandra Maria Lara, Corinna Harfouch, Ulrich Matthes, Juliane Köhler, Heino Ferch. Drama 156 min. (Cor).

10,0Confesso que não fiquei surpreso ao ver que a primeira crítica que escrevi para o CineZen Cultural, sobre o filme “Hitler – A Ascensão do Mal“, está entre as dez mais lidas do site. Adolf Hitler é, ainda hoje, um dos personagens que mais causa fascínio e controvérsias e é natural a curiosidade das pessoas em interessar-se por alguém que escreveu as páginas mais cruéis da história da humanidade.

 

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“A Queda” é baseado no livro de um dos maiores e mais respeitados biógrafos de Hitler, Joachim Fest, que escreveu “No Bunker de Hitler”, lançado em 2002. Fest escreveu também a mais completa biografia sobre o ditador nazista, “Hitler” (1973), que foi traduzida para 20 idiomas e no Brasil foi lançada em dois volumes. Recomendo a leitura dessas obras antes de assistir ao filme, pois dessa forma os fatos apresentados na tela se tornam muito mais claros e coesos ao espectador. O longa é baseado também nos relatos da secretária particular de Hitler, Tradl Junge, falecida em 2002 e que participa da abertura da obra relatando como foi parar no Partido Nazista.

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O filme retrata a vida de Hitler em seus últimos dias, quando a Alemanha já estava praticamente derrotada e invadida pelos soviéticos na Segunda Guerra Mundial, e todo alto escalão nazista se encontrava no Bunker, que era um abrigo subterrâneo abaixo da Chancelaria em Berlim.

O ator suíço Bruno Ganz consegue “reencarnar” Adolf Hitler e traz a maior representação que um ator poderia ter feito para esse personagem. O sotaque austríaco, as deficiências físicas e a aparência chegam a assustar de tamanha semelhança com a figura original do ditador. Destaco o trabalho da produção em escolher para o elenco atores realmente muito parecidos com as pessoas que representam. Exemplo disso é Ulrich Noethen, que ficou a cópia exata do chefe das SS, Heinrich Himmler, e Juliane Köhler, que interpreta Eva Braun, esposa de Hitler.

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Cheguei a ler determinadas críticas que reclamavam da “humanização” do ditador, fato que, para mim, é um dos maiores méritos desta produção, pois conseguiu colocar em tela apenas fatos históricos e não somente mais uma atuação caricata criando o mito do “demônio na Terra”.

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Com cenas chocantes (como a da esposa de Joseph Goebbels assassinando os próprios filhos dentro do Bunker) e total ausência de trilha sonora – criando um clima ainda mais sombrio – fazem de “As Horas” uma das minhas obras preferidas do cinema. Altamente recomendado para quem gosta da história da Segunda Guerra Mundial.

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