Fireball
Por: André Azenha
Fireball (Idem, Tailândia, 2009). Direção: Thanakorn Pongsuwan. Roteiro: Thanakorn Pongsuwa, Kiat Sansanandana, Taweewat Wantha, Adirek Wattaleela. Elenco: Preeti Barameeanat, Khanutra Chuchuaysuwan, Kumpanat Oungsoongnern, Phutharit Prombandal, 9 Million Sam, Arucha Tosawat. Ação. 94 min. (Cor).
7,0
O quarto trabalho do tailandês Thanakorn Pongsuwan, que escreveu e dirigiu todos os seus filmes, não tem vergonha de chupar idéias de antigos longas de artes marciais que mostravam o circuito clandestino de lutas – “Operação Dragão”, com Bruce Lee, “Leão Branco”, com Van Damme, o fraco e recente “Quebrando Regras”, “Cinturão Vermelho“, entre tantos outros, já utilizaram a premissa – mais visual e ritmo de videoclipe (“Velozes e Furiosos”), influenciado por filmes americanos sobre periferia (saem os negros fortões e entram asiáticos musculosos e tatuados).
Some-se a isso uma trilha sonora variada e estridente, e um jogo que mistura basquete com porrada (!), onde duas equipes podem se esbofetear a vontade até conseguirem fazer a primeira cesta, que cela o vencedor da partida, e temos uma das obras cinematográficas mais malucas dos últimos tempos.

A trama tem início com um jovem que sai da cadeia e encontra seu irmão gêmeo, que fora vítima do tal jogo barra-pesada, em coma. O recém-saído da prisão então decide participar do torneio clandestino para vingar o parente. Obviamente terá que levar muita porrada e virar jogos quase perdidos para cumprir sua “vendetta”.
Por mais pitoresco que pareça, essa salada doida de estilos e gêneros – além de ação, com boas coreografias, há altas doses de melodrama, crítica social, etc – torna a produção extremamente exótica para o público ocidental, e acaba soando divertida.
Mesmo irregular (a cena de uma “brincadeira” passada entre prédios, varais e a rua é desnecessariamente prolongada e serve apenas para mostrar a “competência” do diretor e do elenco ao realizarem as acrobacias), “Fireball” beneficia-se por sua curta duração e torna-se um veículo propício para o público de home vídeo atrás de ação descerebrada e quebra-quebra.
Leia também:
