Evocando Espíritos
Por: Rafael Ponzio
Evocando Espíritos (The Haunting in Connecticut , EUA, 2009). Direção: Peter Cornwell. Roteiro: Adam Simon e Tim Metcalfe. Elenco: Virginia Madsen, Kyle Gallner, Elias Koteas, Amanda Crew, Martin Donovan, Sophi Knight, Ty Wood, Erik J. Berg, John Bluethner, D.W. Brown, John B. Lowe. Terror. 103 min (cor).
5,7
Terror baseado no documentário “The Haunting in Connecticut” da série “Casas Mal Assombradas”, da Discovery Channel, que diz ser verídico (92). Só que não trata-se de puro terror – há muito drama no decorrer da obra. É um filme que fala sobre casa mal-assombrada, e assim como o tema, com muitos clichês. Inclusive, assistindo-o, em algumas cenas, senti que tinha o dom da premonição; não é que acertei o que ia acontecer em várias cenas!? Acho até que vou fazer um filme: “A Premonição da Evocação”, logicamente, baseado em fatos reais.
Realmente não vemos mais filmes de terror como antigamente… Você ficaria em uma casa onde tem terríveis visões e coisas muito estranhas acontecem? Pois é, então me diga como isso pode ser real!
Tudo começa quando Sara Campbell (Virginia Madsen) viaja para Connecticut com seu filho Matt (Kyle Gallner) a fim de buscar tratamento pala ele, pois o jovem está sofrendo de câncer. Por ser muito cansativo e desgastante para o garoto viajar todos os dias, sua mãe procura uma residência mais próxima ao hospital. Coincidentemente, ao passar por uma rua, vê uma casa onde o dono acabara de colocar uma placa. Sara acha o local ótimo, mas ao saber o que era feito lá, desiste. Voltando para sua casa e vendo seu filho passar muito mal, decide voltar e ficar com aquela casa. O problema é que ela é mal assombrada, e lá acontecem fenômenos paranormais e sobrenaturais…

Essa imagem lembra algum outro filme?
Quanto às atuações, o nível é variado, apesar da produção contar com atores experientes: Martin Donovan (que faz o papel de Peter Campbell – “Insônia”, “Traffic-A Série”, “Sentinela” e “Estrada Maldita”) tem péssima interpretação, já o garoto Kyle Gallner (o protagonista Matt – “Vôo Noturno” e “Sublime”) se sai melhor. O elenco também conta com a belíssima Amanda Crew (“Ela é o Cara” e “Sex Drive – Rumo ao Sexo”), a veterana Virginia Madsen (que já atuara em vários filmes do gênero, como “O Mistério de Candyman”, “Anjos Rebeldes”, “O Bordel de Sangue”, “A Casa Amaldiçoada” e “Número 23” ) e o também experiente (e que não está necessariamente bem no papel), Elias Koteas (que também participou de “Anjos Rebeldes”).
Da parte técnica, destaque para a edição e o som. A edição não foi das mais brilhantes, mas é funcional para o longa, e junto com o som provocou alguns sustos em muitas pessoas. Só achei fraca a maquiagem, fator fundamental no gênero terror. Outra coisa que deixa a desejar foram os corpos das criaturas, visivelmente bonecos. Também deixo uma pergunta no ar: Depois de tanto tempo que aquelas pessoas morreram, como ainda os cadáveres estavam naquele estado? Seriam santos? (Creio que eles deveriam ter pensado melhor nisso).

Há quem tenha gostado do longa por ter sido “baseado em fatos reais”. Mas não confundam “baseado” com “verídico”. Quando um filme é baseado em fatos reais (ou supostamente reais) é porque foi criada toda uma estória em cima daquele acontecimento. Muitas coisas são inventadas e “floreadas”.
Ao final da obra são exibidas fotos em preto e branco no intuito do espectador crer que são imagens verdadeiras, porém, nada mais são do que imagens colhidas na própria gravação do filme. Portanto, fique de olhos abertos!
“Ninguém tem olhos e gostos iguais. Cultura e saber nunca são demais.
Nunca se prenda a comentários. Vivencie-os e tire suas próprias conclusões.”
Rafael Ponzio
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Um dos melhores filmes do momento de suspense! FGazia tempo que não aparecia algo com qualidade, bem feito e assustador.