Conversa com Waldemar Lopes

Fotos: Acervo pessoal/Waldemar Lopes

Waldemar com a atriz Julie Andrews
Waldemar com a atriz Julie Andrews

É tradição. Quando chega a data do Oscar, um rosto conhecido do público santista aparece em canais de televisão apontando os favoritos para a premiação, e, principalmente, realiza uma palestra – separada em duas sessões, uma em português, outra em inglês – que, além de informar e entreter, dá chance aos presentes de se conhecerem durante um coquetel, e levarem para casa DVDs, vales para jantares e entradas para o cinema. Mas principalmente, a “Palestra do Oscar”, como é conhecida, é uma realização beneficente, que contribui para duas instituições: ACAUSA e a CASA JOÃO PAULO ll.

Mas Waldemar Lopes Lima dos Santos, santista – de nascimento e time de futebol -, 36 anos, responsável pelo evento, não é apenas cinéfilo, e talvez um dos principais fãs da Julie Andrews. Sua paixão pela sétima arte se divide com outras atividades. É um dos sócios da Open House, escola de idiomas onde também leciona, artista plástico, e engenheiro civil. À sua maneira, é um dos agitadores e incentivadores culturais da região. De conversa agradável, possui um conhecimento raro sobre a história do cinema, e claro, do Oscar – ele cita, com facilidade, todos os filmes vencedores. E o CineZen teve a oportunidade de bater um papo exclusivo com ele.

Waldemar contou como surgiu a idéia da palestra, o início de sua paixão pelos filmes, e sua admiração por Julie Andrews, com quem teve a oportunidade de conversar pessoalmente e passou a trocar emails e cartas – ao entrar na Open House, é possível se deparar com vários quadros da atriz (e outros ícones de Hollywood) pintados por ele. “Foi meu pai o responsável pela minha paixão por Julie, curtimos ‘A Noviça Rebelde’ em família e pronto: Julie me fisgou para o resto da vida. Tive a felicidade de vê-la nos palcos da Broadway em ‘Victor/Victoria’ e ela, felizmente, era tudo o que eu imaginava: simplesmente o máximo. Ela realmente brilhava o tempo todo, Estava linda, atuava e dançava com perfeição e confirmava ter a voz mais bonita dos palcos. Encontrei-me com ela várias vezes na saída do teatro, sendo que numa ocasião pintei um retrato dela com seu marido Blake Edwards, para dar-lhe de presente, e ela me convidou para ir aos bastidores! Não pude acreditar! Foi a pintura que me possibilitou esse contato maior com Julie, que foi simpática e radiante, elegante e simples. Nesses anos continuo escrevendo para ela, que me mandou CD’s, fotos e livros autografados”, diz ele.

Sobre sua atuação nas artes plásticas, área em que é praticamente autodidata, listou os nomes que o influenciaram e revelou, em primeira mão, uma exposição que fará no segundo semestre de 2009, na Beneficência Portuguesa de Santos, em virtude dos 150 anos do hospital.

Entre outros assuntos, Waldemar listou seus filmes, cenas, atores e atrizes preferidos, e comentou o atual momento da produção cinematográfica brasileira. Abaixo, a entrevista completa.

Uma de suas atividades é palestra anual sobre o Oscar. Como surgiu a idéia do projeto? Há quantos anos a palestra acontece? E quais foram os maiores desafios, as dificuldades e as boas lembranças nesses anos todos?
Waldemar – A idéia da palestra sobre o Oscar surgiu quando eu comecei a dar um curso de inglês na minha escola, Open House Idiomas, o “Brush up”, sobre cultura americana. Percebi como o cinema fascinava os alunos, e falar sobre o Oscar era um prazer, pois todos se deliciavam com as curiosidades do prêmio. Eu já havia feito sessões de filmes no CCBEU no começo  da minha carreira de professor, então pensei: porque não fazer uma palestra do Oscar?  Numa sala de aula da Open House, em l995, fiz minha primeira palestra para uma platéia de 25 pessoas (era o máximo de pessoas que podíamos receber, havia necessidade de reservas por telefone antecipadas, vejam só!). Um sucesso!!! O filme vencedor daquele ano foi “Forrest Gump”, referente a 1994. Desde então, venho realizando esse evento que muitas pessoas carinhosamente chamam ´tradicional´ na cidade. Também acho que sou o único a fazer algo assim no mundo. Quando comecei, fazia uma sessão só, em inglês,  mas atendendo a muitos pedidos, comecei a fazer também uma sessão em português. Tem sido ótimo.  O maior desafio é fazer tudo praticamente sozinho, ir atrás de local, equipamento, divulgação, brindes, recolher e entregar as doações, e até a ambientação. Tenho tido todas as dificuldades imagináveis : mau tempo e blackout minutos antes do evento, receber brindes na última hora, falha de equipamento de imagem e som… Mas hoje tiro tudo isso de letra! Pois os bons momentos superaram qualquer adversidade: ver e rever amigos na platéia, conhecer gente interessante e superbacana e poder ajudar, ainda que, numa proporção modesta, duas instituições tão respeitáveis como ACAUSA e CASA JOÃO PAULO ll.

Como surgiu sua paixão pelo cinema?
W – A minha paixão pelo cinema é genética: herdei esse amor do meu pai, Antonio Lima dos Santos, que agora é também uma estrela brilhando no céu. Ele adorava assistir filmes em geral, seus ídolos eram John Wayne, Gregory Peck, Charlton Heston, Paul Newman, Gary Cooper e admirava a beleza de Rita Hayworth, Kim Novak, Elizabeth Taylor, Sophia Loren. Minha mãe, a encantadora Maria, também  brilhando nas telas celestes, era menos cinematográfica, mas tinha filmes favoritos bem especiais: o italiano “Arroz Amargo”, e os clássicos “Casablanca” e “A Noviça Rebelde”.

Nesses anos todos de Oscar, quais foram os prêmios que você mais gostou e aqueles que te deixaram indignado?
W – Nesses anos todos de Oscar, aconteceram vitórias fabulosas, como o de Filme para “Perdidos na Noite” (Midnight Cowboy) em 1969, com um tema super “cabeludo” e proibido para menores de 21 anos – o único até hoje;  mais recentemente os sombrios “O Silêncio dos Inocentes” e “Os Imperdoáveis” surpreenderam também. “A Noviça Rebelde”, em 1965 causou polêmica na época por causa de seu imenso êxito  nas bilheterias e grande popularidade. Felizmente, a Academia estava certa, pois este musical atravessa décadas e tanto crítica e público continuam adorando esse musical, como eu. Entre os filmes vencedores, também gosto muito de “A Malvada” (1950), “Sinfonia de Paris” (51), “Ben-Hur” (59), “Amor, Sublime Amor” (61), “O Poderoso Chefão” (72), “Amadeus” (84), “O Paciente Inglês” (96) e “Gladiador” (2000). Certamente houve muita injustiça na história do Oscar, grandes nomes dos musicais como Gene Kelly e Fred Astaire não ganharam, assim como Richard Burton, Peter O´Toole e  diretores lendários como Alfred Hitchcock e Blake Edwards, e imaginem, Charlie Chaplin!  A Academia procura corrigir esses erros concedendo aos “esquecidos” um Oscar Honorário. Recentemente, fiquei muito decepcionado quando a Academa não teve coragem de premiar uma obra prima, “Brokeback Mountain”, por puro preconceito. Deu o prêmio a “Crash”, um filme que imita o estilo de Robert Altman, apenas bom, mas definitivamente, não era o filme do ano. E ainda havia outros melhores, inclusive “O Jardineiro Fiel”, não indicado, “Marcas da Violência”, “Match Point”, e o polêmico “Munique”.

Exposição com obras que retratam Julie Andrews, “A Noviça Rebelde”, e outros ícones do cinema
Exposição com obras que retratam Julie Andrews, “A Noviça Rebelde”, e outros ícones do cinema

Você é admirador da Julie Andrews. Como surgiu essa admiração? E conte como foram seus encontros e contatos com ela.
W – Ah, sou um grande admirador de Julie Andrews, até o Rubens Ewald Filho uma vez me apresentou como a pessoa que mais sabe sobre Julie no Brasil e que ele tinha que se desviar das minhas pedradas se falasse mal dela! (risos) Achei um barato ele me anunciar assim, com seu bom humor e inteligência. num evento em SP. Foi meu pai o responsável pela minha paixão por Julie, curtimos “A Noviça Rebelde” em família e pronto: Julie me fisgou para o resto da vida. Tive a felicidade de vê-la nos palcos da Broadway em “Victor/Victoria” e ela, felizmente, era tudo o que eu imaginava: simplesmente o máximo. Ela realmente brilhava o tempo todo, Estava linda, atuava e dançava com perfeição e confirmava ter a voz mais bonita dos palcos. Encontrei-me com ela várias vezes na saída do teatro, sendo que numa ocasião pintei um retrato dela com seu marido Blake Edwards para dar-lhe de presente e ela me convidou para ir aos bastidores! Não pude acreditar! Foi a pintura que me possibilitou esse contato maior com Julie, que foi simpática e radiante, elegante e simples. Nesses anos continuo escrevendo para ela, que me mandou CD’s, fotos e livros autografados. Um tesouro!!! Vi, vejo e revejo todos os filmes, shows e leio todos os livros que ela publica – ao todo 22 (Julie tem uma respeitada carreira de escritora de livros infantis nos EUA) e ouço seus CD’s sempre. Coleciono tudo a respeito de Julie, ela é uma grande inspiração como artista e ser humano, tanto que continua atuando até hoje!

Além de professor, você é artista plástico. É autodidata? Há quanto tempo exerce a atividade?
W – Também me dedico à pintura: antes de aprender a ler e escrever já desenhava. O primeiro desenho que fiz com ambições artísticas foi o retrato de Sean Connery, em lápis de cor, aos 11 anos. Esse trabalho encantou o meu pai e me orgulho muito dele – está pendurado na Open House,  e muita gente se surpreende com ele. Sou praticamente autodidata, mas um grande amigo, Nildro Molinari, me apresentou várias técnicas.

Quais seus artistas plásticos preferidos? Foi influenciado por alguém especialmente?
W – Tenho admiração profunda por vários artistas, e certamente fui influenciado pelos meus favoritos, os impressionistas: Degas, Monet, Manet, Renoir, Van Gogh, Toulouse Lautrec, Cezanne e os mais modernos, Modigliani, Matisse e Picasso. No Brasil, admiro Portinari, Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, enfim, pode haver coisa mais linda e emocionante do que uma tela (de cinema ou uma pintura, não importa)?. Graças a Deus tive a felicidade de realizar várias exposições, destaco minha participação no Salão de Arte Jovem do CCBEU, no qual ganhei medalha de honra ao mérito do júri presidido por Armando Sendin, Semana de Arte Brasileira em Portugal, coletivas na Vasp Art Gallery, Los Angeles, no Tênis Clube de Santos, Casa Natal de Santos, individuais na Associação dos Médicos de Santos e minha tela, “Café”, está exposta em Friele, Bergen , Noruega. Este ano estou um átomo, trabalhando para minha exposição de pinturas para homenagear os 150 anos da Beneficência Portuguesa de Santos, no segundo semestre. Aguardem! Como é difícil fazer arte e realizar exposições no Brasil! Todos os artistas são verdadeiros heróis, pois só há patrocínio para quem não precisa. Sempre me lembro do Bradesco: será que o Cirque de Soleil precisa de dinheiro? Por que não valorizar nossos artistas e atletas, principalmente os que estão começando ou os menos conhecidos? O grande compositor americano de grandes musicais, Stephen Sondheim, criou “Sunday in the Park with George”, onde diz que arte não é fácil, cada mínimo detalhe é uma importante decisão.

Como é possível administrar tantas atividades? E de que forma você utiliza a experiência de uma nas outras que exerce? Há essa relação?
W – Conciliar todas as minhas atividades é um desafio e tanto. Tento seguir idéias que meu pai me passou, ter os pés no chão, e principalmente colocar meu nome em eventos ou trabalhos nos quais acredito. Também aprendi um pouco com a Julie Andrews: ter disciplina e determinação. Acreditar em si mesmo e dar o máximo em cada tarefa. Valorizar cada minuto, o tempo é precioso e é preciso chegar ao fim do dia com a satisfação de um dia pleno de conquistas, mesmo que elas sejam duras lições. Ter fé e esperança é fundamental para mim, Deus faz parte da minha vida e me concede força e inspiração.  Dar aulas, fazer palestras, pintar e expor, e trabalhar com engenharia são coisas que me dão prazer e orgulho. Brinco muito com meus alunos ao perguntar o que seriam das férias se não fosse a escola ou o trabalho? Quanto à experiência de uma atividade ser utilizada em outra, é a pura verdade quanto a mim: posso resumir isso me comparando a Woody Allen, Blake Edwards e   Pedro Almodovar: escrevo, dirijo, interpreto e faço a montagem (risos)! Vou atrás de apoio e patrocínio, principalmente de brindes para minha palestra, que se tornou um evento beneficente e arrecada alimentos para doação. Sou muito chato e pidão, mas tenho encontrado gente muito bacana que sempre me recebe sorrindo. Também, se não rola, não faço cara feia nem malcriação. Agradeço e vou em frente.

Homenagem à atriz brasileira Sônia Braga
Homenagem à atriz brasileira Sônia Braga


Liste cinco filmes preferidos e outros cinco que se arrependeu de ter assistido.

W –
Meu Deus, essa é a pergunta que apavora todo apaixonado por cinema. Não pode ser 100 filmes preferidos? Não? Vamos negociar: como não me arrependi de assistir a nenhum filme, vou fazer uma lista de dez favoritos, está bom assim? Devo dizer que já abandonei alguns filmes porque há certas coisas para as quais já não tenho sintonia, então, caio fora. Lembro do filme do Pasolini, “Saló”, não rolou, mas não me arrependo de ter arriscado, pois há filmes dele dos quais gosto. Aqui estão 10 filmes favoritos: “A Noviça Rebelde”, de Robert Wise; “Blade Runner”, de Ridley Scott; “A Lista de Schindler”, de Steven Spielberg; “O Poderoso Chefão”, de Francis Ford Coppola; “Cantando na Chuva”, de Stanley Donen; “Amor, Sublime Amor”, de Robert Wise; “Romeu e Julieta”, de Franco Zeffirelli; “Dona Flor e seus dois Maridos”, de Bruno Barreto; “Victor/Victoria”, de Blake Edwards (Julie de novo!) e “Mary Poppins”, de Robert Stevenson (outro com Julie Andrews). A lista continuaria com “Amarcord”, de Fellini; “Brokeback Mountain”, de Ang Lee; “Cabaret”. de Bob Fosse; “Os Imperdoáveis”, de Clint Eastwood; “Psicose”, de Hitchcock; “Touro Indomável” e “New York, New York”, de Martin Scorcese; “Ran”, de Kurosawa; “Crepúsculo dos Deuses”, de Billy Wilder; “A Felicidade não se Compra”, de Frank Capra; “Bonequinha de Luxo”, de Blake Edwards…

O mesmo para atores e atrizes.
W – Também outro sofrimento:  Cinco atores favoritos Só 5!  Paul Newman, Marlon Brando, Heath Ledger, Jack Nicholson e Hugh Jackman. Atrizes favoritas: Julie Andrews – alguma dúvida? (risos), Meryl Streep, Kate Winslet, Anne Hathaway e Sônia Braga

Qual cena de filme lhe vem à lembrança mais frequentemente?
W – Tantas cenas clássicas povoam minha mente e meu coração, mas nenhuma é tão marcante quanto a cena de abertura de “A Noviça  Rebelde”, com Julie Andrews e sua beleza natural surgindo com uma energia incrível nas  gloriosas montanhas da Áustria (numa difícil tomada feita de um helicóptero), cantando  com sua belíssima voz “The Sound of Music”, uma inspirada canção que fala  como a  música foi criada pela natureza, com seus sons dos ventos, rios, cachoeiras e pássaros. Não é a toa que esta cena aparece em quase toda cerimônia do Oscar.

Qual sua opinião sobre o cinema brasileiro atual? Destacaria algum filme?
W –
Gosto e muito do cinema nacional. Sempre tivemos muito talento, o que nunca tivemos foi uma indústria. Ela chegou a desaparecer no governo Collor, mas como a fênix, ressurgiu acredito que mais forte. Temos um passado digno, com filmes respeitados e até premiados – “O Pagador de Promessas” recebeu a Palma de Ouro, tivemos indicações ao Oscar – “O Beijo da Mulher Aranha”, de Babenco, a Melhor Filme; “O Quatrilho”, de Fábio Barreto; “O que É Isso Companheiro?”, de Bruno Barreto; “Central do Brasil”, de Walter Salles; “Cidade de Deus”, de Fernando Meirelles!  Também fomos premiados em Berlim (“Tropa de Elite” venceu em 2008 como Melhor Filme), nossas atrizes são show de bola: se não me engano, foram premiadas Marcela Cartacho por “A Hora da Estrela”, Darlene Glória por “Toda Nudez Será Castigada”, Fernanda Montenegro por “Central do Brasil” – e a  primeira atriz indicada ao Oscar, Ana Beatriz Nogueiran, por “Vera”. Sonia Braga foi indicada ao Globo de Ouro por “O Beijo da Mulher Aranha” e “Luar Sobre Parador”, ano passado a atriz Sandra Corveloni ganhou a Palma de Ouro por “Linha de Passe”, do Walter Salles. E o prestígio e fascínio por Glauber Rocha? O povo brasileiro está reaprendendo a gostar do seu cinema e prestigiá-lo, veja o caso de “Dois Filhos de Francisco”, “Tropa de Elite” e “Se Eu Fosse Você”. No entanto, nenhum filme quebrará o incrível recorde de “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, com seus  estratosféricos 12 milhões de espectadores. Tenho um amigo diretor, Rafael Gomes, que tem um imenso talento, fez uns curtas bárbaros, está agora mandando ver na TV Cultura. Ele vai arrasar! Temos o Selton, o Matheus, o Santoro… O Brasil é privilegiado.

Você possui um grande conhecimento sobre cinema e palestra sobre o tema. Nunca pensou em se tornar um crítico de cinema ou partir para uma carreira cinematográfica (roteiro, direção, etc)?
W – Já pensei em ser crítico de cinema, mas como gosto demais de muita coisa, não sei se daria certo. Mas se algum dia surgir uma oportunidade, um convite, claro que aceitaria. Seria mais um desafio. Como sonho, adoraria produzir um filme, convidar um ótimo diretor, como o Walter ou o Fernando, a Sônia Braga e o Selton Mello – já viveram mãe e filho em “Força de um Desejo”, da Globo, um superscript e mandar ver! E quem sabe, fazer um “cameo” a la Hitchcock. Já trabalhei como ator numa peça, em inglês, de Tenessee Williams, “O Zoológico de Cristal”, que Paul Newman filmou com Joanne Woodward e que recentemente foi encenada por Cassia Kiss. Gostei muito da experiência, mas acho que seria melhor em comédia…

Gostaria de deixar algum recado para os leitores do CineZen?
W – Para os leitores de Cinezen, desejo que continuem ligados nesse site supermaneiro do André e o divulguem cada vez mais, que vejam cada vez mais filmes, e que esses lhes tragam muitos momentos de alegria, prazer e lhes abram cada vez mais os corações e mentes, como o filme de Kurosawa. Também quero convidá-los e aos seus parentes e amigos para a minha palestra Oscar 2010. Ver vocês todos lá será, humm, como direi, ah, supercalifragilisticexpialidocious! Quem não entender, por favor, dê uma olhada no blog do André!

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André Azenha
Jornalista por formação, crítico de cinema, produtor cultural, pesquisador, curador, assessor de imprensa. Criou o CineZen em 2009. Colaborou com críticas semanais nos jornais Expresso Popular e quinzenais no jornal A Tribuna. Colabora semanalmente com a Rádio Santos FM. Escreveu entre 2012 e 2017 para o blog Espaço de Cinema no G1 Santos. Criador e coordenador do Santos Film Fest - Festival Internacional de Filmes de Santos, CulturalMente Santista - Fórum Cultural de Santos, Nerd Cine Fest e PalafitaCon. Em 2016 publicou o livro "Histórias: Batman e Superman no Cinema". Já colaborou com sites, revistas e jornais de diversas partes do país. Realizou 102 sessões de um projeto de cinema itinerante. Atualmente participa do projeto Hora da Cultura, pela Secult Santos, levando sessões de filmes e bate-papos às escolas da rede municipal. Mestrando em Comunicação pela Universidade Anhembi Morumbi. Escreveu sobre cinema para sites, jornais e revistas de Santos, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Limeira e Maceió. www.facebook.com/andreazenha01

5 thoughts on “Conversa com Waldemar Lopes

  1. Primeiramente quero parabenizar ao editor do site, pela entrevista.
    Tive a grata satisfação de conhecer e estar em algumas oportunidades com o Waldemar Lopes. Pessoa de um carisma inigualável, incentivador da cultura como um todo.
    Com certeza irei participar,com muita alegria, da Palestra Oscar 2010.
    Abraços

  2. A entrevista ficou super legal. Quem conhece o Waldemar, sabe do amor dele pelo cinema e principalmente o grande fã que é de Julie Andrews. Como ele mesmo diz no final da entrevista – foi supercalifragilisticexpialidocious!!!

  3. Quando o assunto é cinema, Waldemar é o cara! Inteligente, sensível, divertido e super antenado, Waldemar faz com que sua palestra anual do Oscar seja um evento obrigatório nesta cidade. Curto muito aquele momento especial da palestra em que ele pergunta a cada um dos presentes qual o seu filme favorito e eu respondo em alto e bom som ” A Noviça Rebelde”.

  4. Parabéns! Gostei muito da entrevista. Waldemar é uma pessoa iluminada, um grande artista plástico, excelente professor, inteligente, culto, sempre de bom humor, sabe tudo sobre cinema. Sua palestra anual do Oscar é sempre um sucesso.

  5. conheço o waldemar faz tempo…sei do seu talento,capacidade,e ogrande artista plastico que e…pessoas com a sua inteligencia e carisma,sao um bem para a nossa sociedade tao carente desses valores…

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