Morte do Incrível Hulk, A

A Morte do Incríveo Hulk (The Death of The Incredible Hulk, EUA, 1990). Direção: Bill Bixby. Roteiro: Gerald di Pego. Elenco: Bill Bixby, Lou Ferrignno, Elizabeth Gracen, Philip Sterling, Barbara Tarbuck, Anna Katarina. Aventura. 95 min. (Cor).
6,5
David Banner/Hulk se infiltra em laboratório para tentar descobrir uma cura para suas transformações e precisa lidar com terroristas que desejam roubar uma fórmula secreta.
Terceiro telefilme baseado na série de tevê “O Incrível Hulk”, feito após a mesma (já haviam sido produzidos três longas antes do seriado) e é inferior aos anteriores, vítima de um orçamento baixíssimo e principalmente pelo roteiro cheio de furos. A tal morte de Hulk, por exemplo, se dá numa situação que já havia ocorrido no seriado e ele não sofrera arranhão algum! E é estranho notar, numa cena em que o mostram a David Banner (Bill Bixby) uma gravação de vídeo com a imagem de Hulk, que ele afirme jamais ter visto o monstro, quando na série o próprio Banner chegou a carregar um jornal com a foto do gigante verde.
Em virtude das críticas negativas, a participação de outros heróis da editora Marvel Comics, como aconteceu com Thor e Demolidor (que apareceram nos dois filmes para a tevê antecessores, respectivamente “O Retorno” e “O Julgamento do Incrível Hulk”) não acontece.

Mas ainda ainda é possível se sensibilizar com o drama do protagonista (que inclusive ganha um “amor impossível”, a espiã Amy, interpretada por Elizabeth Gracen, mais conhecida como a imortal da série “Highlander-the raven”) e assistir a fita com nostalgia. Aliás, por mais toscos que fossem visualmente, tanto a série quanto os longas derivados dela (principalmente nestes, o protagonista quando vira o gigante esmeralda usa uma peruca ridícula), o fato de Bixby não ser um galã, e ter um tipo físico comum, aproximava seu personagem do espectador.
Na trama presenciamos David Banner infiltrado num laboratório, passando-se por faxineiro, na tentativa de descobrir uma cura para sua “maldição”. Ele conta com a ajuda de outro cientista, mas pelo caminho precisa lidar com uma espiã (Gracen) que pretende roubar uma fórmula secreta para um grupo terrorista.

O resultado final irregular (que desagradou te Lou Ferrigno, que vosciferou anos depois: “Não gostei. Não gostei do título. Não gostei da idéia de matarem o Hulk. Acho que fizeram isso para angariar audiência, mas não gostei do conceito inteiro”) atrasou a produção de uma continuação, que foi descartada de vez com o falecimento em 1993 de Bixby (também diretor do filme), vítima de câncer na próstata, aos 59 anos (é perceptível o envelhecimento do ator, que já estava doente, em relação ao telefilme de 1989).
A edição traz trailers de “X-Men 1.5”, “X-Men 2” e “Demolidor”.