Passageiros
Passageiros (Passengers, EUA, 2008). Direção: Rodrigo Garcia. Roteiro: Ronnie Christensen. Elenco: Anne Hathaway, Patrick Wilson, Clea DuVall, David Morse, Dianne Wiest. Terror. 93 min. (Cor).
5,0
Por enquanto, “O Casamento de Rachel” permanece como a grande mudança na carreira de Anne Hathaway. “Passageiros” (e vários outros, como o também recente e sofrível “Noivas em Guerra”) é mais um trabalho sem criatividade por parte do roteiro e direção. Ao término do filme, a história nem faz mais sentido. Fica feio para Hathaway, que ainda não se distanciou desse tipo de filme.
Seria injustiça dizer que Hathaway não tem culpa pelo fracasso de “Passageiros”, somente porque fez um bom trabalho em “O Casamento de Rachel”. Enquanto este último permanecer como ponto alto isolado de sua carreira, o talento de Hathaway continuará adormecido. Nós já vimos o que ela pode fazer, mas infelizmente não o faz com muita freqüência. Divide a tela com ela o inexpressivo Patrick Wilson (bem melhor em “Watchmen”).

A história de “Passageiros” envolve um acidente de avião. Hathaway é Claire, que é encarregada de organizar sessões de terapia com os sobreviventes do desastre, ajudando-os a lidar com o trauma. Acontece que alguns deles têm lembranças conflitantes sobre o momento da queda do avião, colocando em xeque a versão oficial da empresa aérea, que alegou falha humana por parte do piloto. Claire começa a suspeitar de uma conspiração quando seus pacientes começam a desaparecer.
O diretor Rodrigo Garcia (que é filho do escritor Gabriel García Márquez) nunca realizou um grande filme, restringindo-se a dirigir episódios de alguns seriados (”Six Feet Under”, “Big Love” e vários de “In Treatment”), e certamente “Passageiros” não se qualifica como um. É o típico thriller que obrigatoriamente apresenta uma reviravolta que, inclusive, pode ser prevista já pela metade da projeção. Fica a expectativa para que Rodrigo se aproxime da genialidade que está tão próxima dele na árvore genealógica.
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