Julgamento do Incrível Hulk, O
Por: André Azenha
O Julgamento do Incríveo Hulk, (The Trial of The Incredible Hulk, EUA, 1989). Direção: Bill Bixby. Roteiro: Gerald Di Pego. Elenco: Bill Bixby, Lou Ferrigno, Rex Smith, Stan Lee, John Rhys-Davies. Fantasia / Aventura / Drama. 100 min. (Cor).
7,0
Este foi o segundo telefilme baseado na série de tevê “O Incrível Hulk”, feito após a mesma (já haviam sido produzidos três longas para a televisão antes do seriado) e que serviria também para ser o piloto de uma série sobre outro personagem da Marvel Comics, o Demolidor (que na época do lançamento na tevê brasileira, foi batizado, num daqueles lampegos de genialidade da dublagem nacional, de Audacioso!!!), idéia que não foi levada a frente – é só notar a forma como o “homem sem medo” foi concebido: parecendo mais um ninja que emitia sons com a boca na hora de golpear os adversários, e no momento de tentar recuperar a forma, treinava apenas em equipamentos de ginástica olímpica.
Pra piorar, há vários equívocos no roteiro (por exemplo: antes da transformação, Bixby está com barba, é só se tornar Hulk, interpretado por Lou Ferrigno, que a barba some), efeitos visuais fracos e a cena (com ponta do criador do personagem, Stan Lee) que dá nome ao filme simplesmente é um sonho!

A história tem início com David Banner (sim, na série o personagem que se transforma no gigante esmeralda é David, e não Bruce como no gibi e nos filmes para o cinema, pois os produtores achavam Bruce um nome “gay”! – numa cena, Bixby aparece em frente a um túmulo, onde está gravado David Bruce Banner, que seria o pai de David), tentando encontrar sua paz, quando se depara com dois bandidos no metrô que infernizam a vida de uma mulher. Obviamente ele se transforma em Hulk, espanta os vilões, mas quando volta à forma humana vai em cana injustamente. Quem surge para defende-lo é nada mais, nada menos, que o advogado Matt Murdock, mais conhecido como Demolidor.
Ainda que seja inferior à série original, dá para assistir a fita com certa nostalgia. Há uma dose de drama na vida dos dois protagonistas e a produção é mais focada no desenvolvimento dessa relação do que na ação .

Quem dirigiu foi o próprio Bixby (falecido em 1993, vítima de câncer na próstata, aos 59 anos), que confere uma mistura de fragilidade e força ao personagem, gerando uma empatia com o público. O Demolidor é interpretado por Rex Smith, astro da produção original da Broadway do musical “Grease”, e protagonista da série “Moto Laser”, famosa nos anos 80. Já o Rei do Crime é feito por John Rhys-Davies, o anão Gimli, de “O Senhor dos Anéis”.
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O Incrível Hulk (a série da TV)
