High School Musical Especial – Os três filmes

O CineZen apresenta um especial sobre a trilogia que foi o grande fenômeno teen da década
Por André Azenha (28/03/2009) // 1 comentário

highumHigh School Musical (Idem, EUA, 2006). Direção: Kenny Ortega. Roteiro: Peter Barsocchini. Elenco: Zac Efron, Vanessa Anne Hudgens, Ashley Tisdale (Sharpay Evans, Lucas Grabeel, Corbin Bleu. Musical. 93 min. (Cor).

8,0

Versão note-americana de “Rebeldes”? Historinha à la “Malhação”? Muito se falou de “High School Musical”, produção planejada como um dos 16 telefilmes exibidos pelo Disney Channel (canal pago) em 2006 e que acabou se tornando um fenômeno mundial, pegando a própria Disney de surpresa e arrebatando dois prêmios Emmy (o Oscar televisivo) de Programa Infantil e Coreografia. Bem superior artisticamente aos programas pré-adolescentes já existentes, a obra chegou à televisão com um orçamento “modesto” de US$ 4,2 milhões, elenco desconhecido do grande público, mas com uma história eficiente e universal, mesclando drama teen e gênero musical.

O telefilme teve o impacto de um “Grease” contemporâneo e foi visto por mais de 200 milhões de pessoas em 100 nações do planeta. Muita gente estranhou a dimensão deste sucesso, afinal, em teoria, tantas outras produções voltadas ao público infanto-juvenil já foram produzidas sem causar metade desse frenesi. Mas a verdade é que a obra conseguiu aliar, de forma competente, um roteiro sobre as ansiedades de seu público-alvo – a vontade de mudar, crescer, fazer o que sente vontade sem precisar atender à pressão de pais, amigos, professores, etc – com músicas e coreografias empolgantes.

A trama mostra Troy Bolton (Zac Efron), garoto popular, que conquista o coração de Gabriella Montez (Vanessa Anne Hudgens), uma jovem estudiosa. Durante as férias eles descobrem, em um concurso de karaokê, que são apaixonados pelo canto e que possuem interesse um no outro. Eles se reencontram no início das aulas, já que por coincidência, Gabriella foi matriculada exatamente na turma de Troy. Quando as audições para o musical da escola têm início eles voltam a se encontrar, desta vez por uma batalha pelos papéis principais da produção e precisam enfrentar a inveja de dois irmãos que até então eram o “sucesso” do colégio: Sharpay (Ashlay Tisdale)  e Ryan Evans (Lucas Grabreel) e as diferentes “turmas” que não se misturam.

highdois1High School Musical 2 (Idem, EUA, 2007). Direção: Kenny Ortega. Roteiro: Peter Barsocchini. Elenco: Zac Efron, Vanessa Anne Hudgens, Ashley Tisdale (Sharpay Evans, Lucas Grabeel, Corbin Bleu. Musical. 104 min. (Cor).

7,0

O êxito da produção obviamente fez a Disney se preparar para uma continuação. Se antes a empresa não tinha um projeto de marketing especial – precisou criá-lo às pressas -, dessa vez preparou o campo milimetricamente para a chegada da sequencia.

Na continuação, o tema continuou sendo a superação das diferenças. Se antes o foco abrangia as distinções entre ás tribos, dessa vez as classes sociais entram em cena. Troy consegue um emprego de verão co Clube Albuquerque e descola uma vaga de salva-vidas para Gabriella com a intenção de curtirem as férias juntos. Só que os pombinhos não estão livres das investidas da vilã, riquinha e gatinha Sharpay , filha dos donos do clube.

Com o elenco principal outra vez marcando presença, o telefilme teve como atração o esperando beijo entre Troy  e Gabriella . Brincadeira bem sacada do roteiro, várias situações se intrometem entre os dois, mantendo a censura livre até quase o final, quando os fogos de artifício explodem.

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A ironia é que, se o casal se porta de modo casto na tela, um escândalo picante abalou a imagem da atriz na vida real. Fotos privadas de Vanessa Hudgens, nua num quarto de hotel, foram parar na Internet. A reação foi rápida, tanto da estrelinha em se desculpar aos fãs, quanto da Disney em ficar ao lado da menina, que acabara de fazer 18anos.

Na telinha, o máximo de tensão sexual que escapa do controle corporativo é a troca mal disfarçada de olhares entre os personagens Ryan Evans e Chad Danforth (Corbin Bleu). A coreografia explora insinuações homoeróticas, especialmente durante um dueto musical que se passa num jogo de baseball – é só prestar atenção na letra e dança pra sacar rapidinho o subtexto. Detalhe: o irmão de Sharpey se veste de rosa e desta vez se alia aos mocinhos, ficando ao lado de Chad, que quase não interage com a namorada na continuação.

Ah, mas a verdadeira mensagem de “High School JMusical 2″ é que a ambição é cruel e não se deve menosprezar os amigos durante a escalada social. Ou, como Sharpey já deveria ter aprendido nos velhos filmes de Frank Capra: a felicidade não se compra.

Se a primeira produção alcançou números surpreendentes – sua trilha sonora foi o álbum mais vendido nos EUA em 2006 e 6,5 milhões de  DVDs  foram comercializados mundo afora, gerando uma turnê internacional com o elenco – a continuação não ficou atrás.

A exibição de “High School Musical 2″ nos EUA capitalizou dados impressionantes. A sequencia se tornou o programa mais assistido da história da TV paga no mundo, visto por 17,2 milhões de pessoas. Além disso, foi o primeiro filme original produzido pela Disney Channel a ter comerciais na rede ABC (o principal braço televisivo da Disneylândia). Até comparado à programação da TV aberta, “HSM2″ teve mais público que “Lost” e o campeão da rede,”Grey’s Anatomy”. No balanço final, só perdeu para o final da temporada da série “House”, na Fox, ficando em segundo lugar entre todas as produções dramáticas dos EUA em 2007.

Esse impacto atinge dimensões que nem costumam entrar nos cálculos dos departamentos de marketing. Para começar a se ter idéia, a divisão teatral da Disney licenciou a marca para escolas e 2 mil colégios americanos recriaram o musical no mesmo ano em suas dependências. Isso sem contar as versões montadas nos Parques Temáticos da Disney. Nem a Índia escapou, com uma versão dublada com músicas locais.

A participação do diretor e coreógrafo Kenny Ortega, que já trabslhou com a nobreza do pop, como Madonna e Elton John, e até hoje é celebrado pela coreografia do inesquecível filme “Dirty Dancing”(1987) foi fundamental para o sucesso dos longas. Ele comandou os dois telefilmes da Disney, filme para o cinema e também dirigiu a turnê internacional da franquia.

hightresHigh School Musical 3 – Ano de Formatura (High School Musical 3: Senior Year, EUA, 2008). Direção: Kenny Ortega. Roteiro: Peter Barsocchini. Elenco: Zac Efron, Vanessa Anne Hudgens, Ashley Tisdale (Sharpay Evans, Lucas Grabeel, Corbin Bleu. Musical. 112 min. (Cor).

6,0

Com tanto sucesso e dinheiro arrecadado com seus subprodutos, nada mais natural que a franquia fosse parar na tela grande. E em 2008 foi lançado nos cinemas “High School Musical 3 – Ano da Formatura”, cuja trama mostra Troy e Gabriella diante da possibilidade de se separarem devido à ida para a faculdade. É quando eles, junto aos Wildcats, apresentam um musical de primavera.

Mantendo o clima de conto de fadas, mesmo diretor, roteirista e elenco principal, e contando com um orçamento de US$ 11 milhões, o inevitável aconteceu. US$ 62 milhões faturados nas bilheterias em apenas dez dias, e coreografias decoradas nos quatro cantos do planeta fizeram a terceira produção (que é até inferior às anteriores) confirmar o sucesso da série, como a principal do gênero, alavancando a carreira dos jovens atores (Zac Efron, principalmente, já contracenou com gente consagrada, como John Travolta e Christopher Walken, em “Hairspray”) e confirmou a condição da Disney como a galinha dos ovos de ouro  para realizar obras juvenis.

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1 Comentário
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  1. eu sou fa do high schoolmusical
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