Liga da Justiça – A Nova Fronteira

novafronteiracapaLiga da Justiça – A Nova Fronteira (Justice League: The New Frontier, EUA, 2008). Direção: Dave Bullock. Roteiro: Stan Berkowitz, Darwyn Cooke. Elenco: David Boreanaz, Miguel Ferrer, Neil Patrick Harris, Lucy Lawless, Kyle MacLachlan, Kyra Sedgwick (apenas vozes). Animação / Aventura / Ação. 74 min. (Cor).

Com o retorno dos filmes sobre super-heróis ao topo das bilheterias cinematográficas, as produtoras decidiram investir pesado no segmento, criando longas animados especialmente produzidos para o mercado de home vídeo, pegando carona no sucesso de seus “primos” da tela grande. Diferente dos filmes (com atores de carne e osso) adaptados dos quadrinhos para o cinema, que oscilam entre ótimas adaptações, e outras completamente toscas, essas animações mantém uma qualidade impressionante. São quase todas legais: Batman, Homem de Ferro, X-Men, entre tantos outros, ganharam versões animadas bacanas.

“Liga da Justiça – A Nova Fronteira” segue esse alto padrão e não possui ligação alguma com a cronologia nem com a forma como são desenhados os personagens da Liga da Justiça na elogiada série de tevê, que já rendeu outros DVDs.

Inspirada na graphic novel de Darwyn Cooke, a animação possui traços de acordo como eram desenhados os personagens nos anos 50 e é um verdadeiro presente para os fãs da DC, mas também pode ser apreciada pelo público geral – a história tem começo e fim (não precisamos esperar pela continuação para entender tudo).

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Quem dirige é Dave Bullock, que também foi diretor na série “Star Wars

– The Clone Wars”, episódios da série animada do Homem-Aranha e já havia trabalhado no

departamento de arte de seriados de animação sobre heróis, como Batman (1997-98), Superman (1997-99), He-Man (2002), Os Novos Titãs (2003-05), a própria Liga da Justiça (2005-06) e Mulher-Gato (09).

A trama narra a origem do principal grupo de super-heróis da DC Comics. Estamos nos anos 50, e a paranóia com a Guerra Fria faz os militares temerem inclusive os seres super poderosos que atuam ao lado do bem. Além disso, uma criatura alienígena surge para devastar o planeta e some com o Superman.

Tal já situação já foi abordada de forma parecida em outras ocasiões, inclusive a série. Ou seja, o grupo nasce após Super-Homem não dar conta sozinho dos vilões. Assim, reúnem-se Batman, Mulher-Maravilha, Flash, Aquaman, Lanterna Verde, o marciano Ajax, e tantos outros.

Há bastante ação, mas não apenas isso, e o comentário político – a  crítica à paranóia com a Guerra Fria – deixa a trama mais interessante.

Outro destaque dessa bela edição é o documentário “Super-Heróis unidos: A História completa da Liga da Justiça”, que tem depoimentos de profissionais que trabalharam em todas as fases do grupo nos gibis.

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André Azenha
Jornalista por formação, crítico de cinema, produtor cultural, pesquisador, curador, assessor de imprensa. Criou o CineZen em 2009. Colaborou com críticas semanais nos jornais Expresso Popular e quinzenais no jornal A Tribuna. Colabora semanalmente com a Rádio Santos FM. Escreveu entre 2012 e 2017 para o blog Espaço de Cinema no G1 Santos. Criador e coordenador do Santos Film Fest - Festival Internacional de Filmes de Santos, CulturalMente Santista - Fórum Cultural de Santos, Nerd Cine Fest e PalafitaCon. Em 2016 publicou o livro "Histórias: Batman e Superman no Cinema". Já colaborou com sites, revistas e jornais de diversas partes do país. Realizou 102 sessões de um projeto de cinema itinerante. Atualmente participa do projeto Hora da Cultura, pela Secult Santos, levando sessões de filmes e bate-papos às escolas da rede municipal. Mestrando em Comunicação pela Universidade Anhembi Morumbi. Escreveu sobre cinema para sites, jornais e revistas de Santos, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Limeira e Maceió. www.facebook.com/andreazenha01

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