Quando Estou Amando

Por: André Azenha

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Quando Estou Amando (Quand J’Étais Chanteur, França, 2006). Direção e roteiro: Xavier Giannoli. Elenco: Gérard Depardieu, Cécile De France, Mathieu Amalric, Christine Citti. Drama. 112 min. (Cor).

8,5Luc Besson foi um dos produtores deste drama francês minimalista e sensível, realizado por Xavier Giannoli e que concorreu à Palma de Ouro em Cannes – o cineasta já saiu vencedor do festival, pelo curta-metragem “L’Interview”, de 1998.

 

Escrito de forma linear, o filme pode até causar alguns bocejos para quem não está acostumado a esse tipo de fita, cuja essência está nos olhares e pequenos gestos dos atores – por mais que a trama gire em torno de canções de baile.

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Gérard Depardieu, completamente à vontade no papel principal, interpreta Alain Moreau, um cantor de bailes galanteador que passa a enxergar a vida de forma diferente quando conhece Marion, uma corretora de imóveis recém-divorciada interpretada pela belga fofíssima Cécile De France (“Um Lugar na Platéia”. “Albergue Espanhol” e “Bonecas Russas”).

Incrivelmente, o casal protagonista desenvolve uma química impressionante. Mas não calcada no sexo (ainda que transem logo no início), mas na forma como interagem em momentos silenciosos. O mote da história não é se eles irão ou não ficar juntos, mas a forma como cada um transforma o rumo da vida um do outro.

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Não é um filme universal, pois há muito do dia-a-dia francês que não estamos acostumados (principalmente as canções, que devem soar estranhas no início, porém, com o tempo, ultrapassam a barreira da língua e caem no gosto do espectador, principalmente quem gosta de dançar no meio de um salão).

Com boas atuações (o elenco ainda tem Mathieu Amalric, do último “007” e de “O Escafandro e a Borboleta”), o longa levou o Cesar (O Oscar francês) de Melhor Som, e ainda foi indicado em Filme, Ator (Gérard Depardieu), Atriz (Cécile de France), Atriz Coadjuvante (Christine Citti), Roteiro Original e Edição.

Quem encarar o filme de coração aberto, poderá se deliciar com um trabalho simples e que exala sensibilidade.

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André Azenha
Jornalista por formação, crítico de cinema, produtor cultural, pesquisador, curador, assessor de imprensa. Criou o CineZen em 2009. Colaborou com críticas semanais nos jornais Expresso Popular e quinzenais no jornal A Tribuna. Colabora semanalmente com a Rádio Santos FM. Escreveu entre 2012 e 2017 para o blog Espaço de Cinema no G1 Santos. Criador e coordenador do Santos Film Fest - Festival Internacional de Filmes de Santos, CulturalMente Santista - Fórum Cultural de Santos, Nerd Cine Fest e PalafitaCon. Em 2016 publicou o livro "Histórias: Batman e Superman no Cinema". Já colaborou com sites, revistas e jornais de diversas partes do país. Realizou 102 sessões de um projeto de cinema itinerante. Atualmente participa do projeto Hora da Cultura, pela Secult Santos, levando sessões de filmes e bate-papos às escolas da rede municipal. Mestrando em Comunicação pela Universidade Anhembi Morumbi. Escreveu sobre cinema para sites, jornais e revistas de Santos, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Limeira e Maceió. www.facebook.com/andreazenha01

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