A Loja Mágica de Brinquedos

Um local mágico, um sujeito excêntrico e um garoto solitário... Não. Não se trata de "A Fantástica Fábrica de Chocolate", mas "A Loja Mágica de Brinquedos", apesar do roteiro mediano, tem qualidades que podem ser desfrutadas pelo público infantil
Por André Azenha, editor (19/02/2009) // Comente

Por: André Azenha

lojamaica

A Loja Mágica de Brinquedos (Mr. Magorium’s Wonder Emporium, EUA, 2007). Direção e roteiro: Zach Helm. Elenco: Dustin Hoffman, Natalie Portman, Jason Bateman, Zach Mills. Infantil. 94 min. (Cor).

7,5

Zach Helm (roteirista de “Mais Estranho que a Ficção”) escreve e dirige esse filme que chegou a ser comparado com “A Fantástica Fábrica de Chocolates”, pois o enredo se passa num local mágico (a loja de brinquedos do título), cujo proprietário é um sujeito excêntrico (o Sr. Magorium, papel de Dustin Hoffman) e há um garoto solitário (Zach Mills) no trama. Mas as semelhanças param aí. Diferente da produção protagonizada por Johnny Depp, repleta de metáforas e clima gótico, “A Loja Mágica de Brinquedos” é uma obra ingênua, assim como seu público-alvo, crianças que mal saíram das fraldas.


 
Na história, Magorium, com seus 243 anos de vida, está prestes a “partir” e deseja que a gerente do estabelecimento (Natalie Portman, em atuação simpática) se torne a nova dona do local. Mas a loja tem vida própria e não fica nada satisfeita com a decisão do proprietário, tornando-se cinzenta e os brinquedos deixando de “viver”. A gerente e o garoto, auxiliados pelo contador ironicamente chamado de “mutante” (interpretado por Jason Bateman, de “O Ex-Namorado da Minha Mulher”) precisam então descobrir como retornar a magia do espaço.

Recheado de momentos fofos (atenção pra um dos bichinhos de pelúcia e sua feição triste, capaz de causar vários “óóóó” no público), o filme derrapa ao não dar um desfecho para a situação musical de Portman, mas ainda assim tem belo trabalho visual e é um bom passatempo para a garotada, principalmente em período natalino.

lojaum

Conteúdo relacionado:

André Azenha é jornalista, editor dos sites CineZen e CulturalMente Santista, autor do livro Poesia a Quatro Mãos, feito em parceria com sua mãe, a poetisa Regina Azenha. Trabalhou com o crítico de cinema Rubens Ewald Filho, escreveu para a revista Época São Paulo e colabora com veículos de imprensa de vários estados. Em 2011, mediou o ciclo Documentários Comentados, no SESC Santos. É assessor de imprensa e realiza encontros culturais, a maior parte de caráter beneficente.


Across The UniverseO Ultimato Bourne

Escreva seu comentário

Campos obrigatórios