Duro de Matar 4.0

Doze anos após o terceiro filme da série, Bruce Willis voltou a encarnar o icônico personagem, que novamente enfrentou terroristas e precisou salvar alguém da família
Por André Azenha, editor (17/02/2009) // Comente

Por: André Azenha

duro

Duro de Matar 4.0 (Live Free or Die Hard, EUA, 2007). Direção: Len Wiseman. Roteiro: Mark Bomback e Doug Richardson, baseado nos personagens criados por Roderick Thorp. Elenco: Bruce Willis, Jeffrey Wright, Justin Long, Kevin Smith. 130 min. Aventura / Ação. (Cor).

7,5

Quem disse que o tipo de herói como John McLane estava morto? Após doze anos do último filme da série, Bruce Willis não só voltou a encarnar o célebre personagem – um policial comum, sem grandes habilidades ou QI espetacular, mas extremamente insistente e carismático – como recuperou o fôlego da franquia e fez o público do século XXI gostar de um tipo de ação praticamente datada. Claro que para pegar o novo público de jeito, “Duro de Matar 4.0” precisou de pequenas transformações em relação ao clássico de 1988 (sim, é um clássico), transformando McLane num cara quase indestrutível e substituindo doses de suspense pela ação ininterrupta.

Para isso contribuiu a direção de Len Wiseman, (“Anjos da Noite”). Mas o roteiro mediano não é completamente descartável por manter traços das obras anteriores. Novamente McLane é apanhado de surpresa por um furacão terrorista e precisa livrar o país de um hacker cibernético capaz de mandar a nação de volta à Idade da Pedra. Timothy Olyphant vive o vilão ajudado pela gata Maggie Q, especialista em artes marciais.

O policial ainda recebe a ajuda de um hacker “do bem” (Justin Long) e precisa salvar a filha (Mary Elizabeth Winstead), que está na mão dos bandidos. Destaque para a ponta hilária de Kevin Smith e uma cena espetacularmente exagerada, em que um helicóptero é simplesmente derrubado por um carro! Diversão pra quem gosta do gênero.

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André Azenha é jornalista, editor dos sites CineZen e CulturalMente Santista, autor do livro Poesia a Quatro Mãos, feito em parceria com sua mãe, a poetisa Regina Azenha. Trabalhou com o crítico de cinema Rubens Ewald Filho, escreveu para a revista Época São Paulo e colabora com veículos de imprensa de vários estados. Em 2011, mediou o ciclo Documentários Comentados, no SESC Santos. É assessor de imprensa e realiza encontros culturais, a maior parte de caráter beneficente.


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