1408
1408 (Idem, EUA, 2007). Direção: Mikael Hafström. Roteiro: Matt Greenberg, Larry Karaszewski e Scott Alexander, baseado em estória de Stephen King. Elenco: John Cusack, Samuel L. Jackson, Tony Shalhoub. Terror. 94 min. (Cor).
A receptividade para as adaptações cinematográficas dos livros de Stephen King costumam variam entre ótimas (“O Iluminado” e o recente e magistral “O Nevoeiro”) e ridículas (“Apanhador de Sonhos”). “1408” faz parte do primeiro time, recebeu críticas positivas e não só possui enredo intrigante, que aborda camufladamente questões religiosas, como também se destaca pelo bom elenco e a direção do sueco Mikael Hafström, em sua segunda produção em língua inglesa após o desastroso “Fora de Rumo”, mas que surpreendeu ao misturar terror, suspense e thriller psicológico.
Uma série de reportagens publicadas sobre o parapsicólogo Christopher Chacon, que investigou um quarto mal-assombrado no hotel Del Coronado, na Califórnia, inspirou a estória de King.
No cinema, John Cusack (“Alta Fidelidade”) interpreta o famoso romancista de terror Mike Enslin. Assim como Tomé – apóstolo de Jesus Cristo -, crê apenas no que vê. Espécie de padre Quevedo da literatura, ele é autor de best-sellers que desacreditam eventos paranormais. Um dia, decide ir ao famoso Dolphin Hotel para se hospedar no amaldiçoado quarto 1408. O gerente do hotel (Samuel L. Jackson) o alerta sobre a fama do local, mas Mike está decidido a conferir a veracidade dos acontecimentos, mesmo não estando preparado para passar pelo que Jack Nicholson enfrentou em “O Iluminado”.