Incrível Hulk, O (a série da TV)

Com o lançamento do filme sobre o gigante esmeralda nos cinemas ano passado, saiu em DVD no Brasil, para alegria dos fãs, a antiga série de TV que fez sucesso, inclusive, em horário nobre por aqui
Por André Azenha, editor (15/02/2009) // Comente

Por: André Azenha

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Após o sucesso do filme “O Incrível Hulk”, produzido pelo Marvel Studios, os aficionados pelo personagem puderam comemorar o lançamento em DVD no Brasil do antigo seriado televisivo, que fugia um pouco do conceito dos quadrinhos, mas obteve sucesso, sendo inclusive atração em horário nobre aos sábados na Globo.

Nele, o Dr. Banner era interpretado Bill Bixby (das séries “Meu Querido Marciano” e “O Mágico”) e  o personal trainner e Mr. Universo Lou Ferrigno encarnava o gigante esmeralda, coberto por camadas de tinta. Apesar do orçamento limitado, o produtor Kenneth Johnson (“V – A Batalha Final”) tinha o apoio de Stan Lee (um dos criadores do personagem).

Assim, não foi difícil fazer algumas mudanças em relação à trama original dos gibis – o intuito era fazer o público “aceitar” a história. E uma das modificações mais significativas é que o Hulk da TV não falava nada, mas fazia muito barulho quando nervoso. O nome completo verdadeiro do cientista também sofreu alteração: de Robert Bruce Banner para David Bruce Banner (nome visto no túmulo de sua suposta morte); e de Bruce Banner para David Banner – Stan Lee não escondeu em entrevistas posteriores que os produtores queriam mudar o nome de Bruce para David porque não achavam Bruce um nome “másculo”.

No primeiro episódio, Banner está trabalhando no laboratório quando acontece um acidente que acabou matando seu assistente. Contaminado pelos raios gama,  se transforma no personagem título, e acaba “flagrado” pelo jornalista Jack McGee (Jack Colvin), que passa a persegui-lo, visando “descobrir” Hulk. Inspirado no seriado “O Fugitivo”, Bruce torna-se um foragido da justiça.

Os roteiros eram sempre os mesmos: fugindo de McGee, o cientista mudava de nome, cidade e encontrava alguém com problemas. Algo o deixava nervoso e se transformava no Hulk.

No final de cada episódio, era tocada a memorável e melancólica música instrumental, e Banner vagava solitário e sem rumo pelas estradas americanas, pedindo carona.

Atores respeitáveis como Pat Morita (“Karate Kid”), Morgan Woodward (“Star Trek”) e Gary Graham (“Alien Nation”) fizeram suas participações ao longo das temporadas. Mas a fórmula se esgotou e, mesmo com o protesto do público, “Hulk” foi cancelado.

Ainda assim foram produzidos três telefilmes que deram continuação à trama da TV, alguns dirigidos pelo próprio Bixby. Neles, aparecem outros heróis da Marvel, como O Demolidor e Thor, mas bem diferentes daqueles conhecidos pelos fãs de HQs, que torceram o nariz para as produções, que não foram bem sucedidas.

Atualmente a série ganhou status “cult”. Ferrigno apareceu nas duas adaptações cinematográficas do herói da Marvel e o último filme homenagerou escancaradamente a série, utilizando o tema musical, fazendo referência a Bill Bixby e mostrando o protagonista Edward Norton (fã declarado da série) fugindo de país em país.

Leia também:

O Julgamento do Incrível Hulk

A Morte do Incrível Hulk

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André Azenha é jornalista, editor dos sites CineZen e CulturalMente Santista, autor do livro Poesia a Quatro Mãos, feito em parceria com sua mãe, a poetisa Regina Azenha. Trabalhou com o crítico de cinema Rubens Ewald Filho, escreveu para a revista Época São Paulo e colabora com veículos de imprensa de vários estados. Em 2011, mediou o ciclo Documentários Comentados, no SESC Santos. É assessor de imprensa e realiza encontros culturais, a maior parte de caráter beneficente.


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