Babel

Terceiro filme da "trilogia da dor" do cineasta mexicano Alejandro González-Iñárritu parte da teoria do caos para contar história com importante mensagem social. Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Filme Dramático.
Por André Azenha, editor (12/02/2009) // Comente

Por: André Azenha

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Babel (Idem, EUA, 2006). Direção: Alejandro González-Iñárritu. Roteiro: Guillermo Arriaga. Elenco: Brad Pitt, Cate Blanchett, Gael García Bernal, Adriana Barraza, Rinko Kinkushi, Said Tarchani, Boubker At El Caid. Drama. 142 min. (Cor).

8,5

Em seu terceiro e mais ambicioso projeto, o diretor mexicano Alejandro González-Iñárritu – “Amores Brutos” (2000) e “21 Gramas” (2003) – completa sua “trilogia da dor” ao contar uma história cronologicamente fragmentada para traçar um retrato do lado caótico da globalização, mostrando o que um pequeno incidente num canto do planeta pode provocar em regiões distantes.

Diferente do que diz o título, em “Babel” (clara referência à bíblica Torre de Babel) os problemas de comunicação surgem não tanto pelas diferenças de idioma, mas pelo preconceito e a intolerância.

O casal norte-americano formado por Brad Pitt (em bela atuação, sem receio de deixar as rugas visíveis) e Cate Blanchett está num ônibus passeando pelo Marrocos. Perto do local, os irmãos Ahmed (Said Tarchani) e Youssef (Boubker At El Caid) brincam com um rifle e sem querer acabam atingindo um tiro no veículo, ferindo a turista estrangeira. A partir daí a trama mostra como o ocorrido afeta a vida de pessoas nos Estados Unidos, Japão, México e no próprio Marrocos.

Apesar da ótima participação de Pitt e Blanchet, os destaques ficam por conta das interpretações da atriz mexicana Adriana Barraza e da japonesa Rinko Kinkushi, ambas indicadas ao Oscar de Atriz Coadjuvante. O filme também conta com pequena, porém importante, participação de Gael García Bernal, que já havia trabalhado com Iñárritu em “Amores Brutos”.

Ganhador do Globo de Ouro de Filme/Drama e do Oscar de Trilha Sonora (de Gustavo Santaolalla) é o trabalho mais palatável do diretor (se é que se pode chamá-lo assim) e contém uma importante mensagem social.

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André Azenha é jornalista, editor dos sites CineZen e CulturalMente Santista, autor do livro Poesia a Quatro Mãos, feito em parceria com sua mãe, a poetisa Regina Azenha. Trabalhou com o crítico de cinema Rubens Ewald Filho, escreveu para a revista Época São Paulo e colabora com veículos de imprensa de vários estados. Em 2011, mediou o ciclo Documentários Comentados, no SESC Santos. É assessor de imprensa e realiza encontros culturais, a maior parte de caráter beneficente.


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