Os Estranhos

Realizado por diretor/roteirista estreante, filme foi grande revelação do gênero ano passado, causa tensão e mantém espectador angustiado
Por André Azenha, editor (11/02/2009) // Comente

estranhosOs Estranhos (The Strangers, EUA, 2008). Direção e roteiro: Bryan Bertino. Elenco: Liv Tyler, Scott  Speedman, Glenn Howerton. Terror / Suspense. 85 min. (Cor).

Os fãs de terror sabem direitinho o que acontece quando um casal apaixonado chega numa casa vazia e afastada de qualquer centro urbano. A idéia não é original, mas o suspense de “Os Estranhos” é bem conduzido. Amparado por bons intérpretes e um ritmo angustiante, causou impacto, faturou mais de U$ 50 milhões (bom faturamento para uma produção do gênero) e criou personagens interessantes.

O filme abre com uma estatística assustadora: segundo o FBI, 1,4 milhão de crimes violentos acontecem todos os anos nos  EUA. Na noite de 11 de fevereiro de 2005, Kristen McCay e James Hoyt se tornaram parte desse número. O filme é baseado em fatos reais.

O diretor e roteirista estreante Bryan Bertino começa mostrando o casal, interpretado por Liv Tyler (“O Incrível Hulk”) e Scott Speedman (“Anjos da Noite”), chegando em clima de tristeza à casa vazia, especialmente preparada para uma noite romântica. Horas antes, o rapaz havia pedido a bela em casamento, mas nada ocorreu como ele planejou.

Enquanto tentam se entender, uma garota bate na porta e pergunta por alguém que não mora lá. É o começo de um suspense crescente, que ataca os nervos quando a personagem de Liv Tyler fica sozinha no local e, consequentemente, em perigo. O primeiro susto acontece quando ela olha pela janela e se depara com uma pessoa mascarada. É o primeiro grito de uma longa noite. Aos poucos, o casal descobre que está sitiado pelos três “estranhos” do título, todos usando máscaras ao estilo de “Pânico” e “Halloween”.

Imagem de Amostra do You Tube

Diferente desses clássicos do terror, os psicopatas mascarados da nova trama não saem decepando os personagens logo de cara. Preferem a aflição psicológica à tortura física de “Jogos Mortais”. Sua motivação não é explicada, num paralelo à psicose do filme “Violência Gratuita“, de Michael Haneke. Mas mesmo que o público imagine como tudo termina (e alguns clichês marquem presença – a personagem de Tyler não precisava perguntar: “Por que estão fazendo isso?”), a tensão da perseguição brutal mantém a atenção presa na tela até o último suspiro.

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André Azenha é jornalista, editor dos sites CineZen e CulturalMente Santista, autor do livro Poesia a Quatro Mãos, feito em parceria com sua mãe, a poetisa Regina Azenha. Trabalhou com o crítico de cinema Rubens Ewald Filho, escreveu para a revista Época São Paulo e colabora com veículos de imprensa de vários estados. Em 2011, mediou o ciclo Documentários Comentados, no SESC Santos. É assessor de imprensa e realiza encontros culturais, a maior parte de caráter beneficente.


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