As Duas Faces da Lei

Reencontro entre Al Pacino e Robert de Niro é um pseudo thriller frustrante que não consegue criar o mínimo de tensão na platéia
Por André Azenha, editor (10/02/2009) // Comente

Por: André Azenha

duasfacesAs Duas Faces da Lei (Righteous Kill, EUA, 2008). Direção: Jon Avnet. Roteiro: Russell Gerwitz. Atores: Al Pacino, Robert De Niro, John Leguizamo,, Carla Gugino, Brian Dennehy. Suspense/Policial/Drama. 101 min. (Cor).

4,0

Robert De Niro e Al Pacino são dois dos melhores atores da história do cinema. E em tantos anos de profissão, trabalharam juntos em apenas dois filmes: “O Poderoso Chefão – Parte 2”, de 1974, no qual não contracenaram, pois seus personagens vivem duas linhas temporais distintas; e no excelente “Fogo Contra Fogo” (1995), quando interpretaram antagonistas e mal chegaram a ter diálogos juntos.

Obviamente a expectativa foi grande para “As Duas Faces da Lei”, projeto independente com orçamento de US$ 60 milhões em que, finalmente, os dois astros dividem praticamente todas as cenas. Até uma das imagens de divulgação do longa fez questão de evocar o filme de 1995, com uma foto praticamente igual a uma das que divulgaram o antigo longa, mudando apenas a ordem dos protagonistas.

Nessa nova trama, eles vivem detetives parceiros do departamento de homicídios, próximos da aposentadoria, mas que precisam caçar um assassino serial cujo intuito dos crimes é fazer justiça com as próprias mãos em Nova York, despachando todos os tipos de bandido.

Se os dois atores veteranos estão longe de terem alcançado o excelente nível de interpretação de antigos clássicos da sétima arte, como no próprio “O Poderoso Chefão 2”, os principais problemas de “As Duas Faces da Lei” residem na direção pífia, que copia (também invertendo os papéis) uma sequência de “Fogo Contra Fogo”, e principalmente o roteiro primário de Russell Gerwitz, que desde o início da projeção praticamente entrega a possível reviravolta final, e não consegue criar qualquer tipo de tensão no público, falha imperdoável para um pseudo thriller. Mais frustrante impossível.

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André Azenha é jornalista, editor dos sites CineZen e CulturalMente Santista, autor do livro Poesia a Quatro Mãos, feito em parceria com sua mãe, a poetisa Regina Azenha. Trabalhou com o crítico de cinema Rubens Ewald Filho, escreveu para a revista Época São Paulo e colabora com veículos de imprensa de vários estados. Em 2011, mediou o ciclo Documentários Comentados, no SESC Santos. É assessor de imprensa e realiza encontros culturais, a maior parte de caráter beneficente.


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