Pequena Miss Sunshine

Pequena Miss Sunshine (Little Miss Sunshine, EUA, 2006). Direção: Jonathan Dayton e Valerie Faris. Roteiro: Michael Arndt. Elenco: Abigail Breslin, Greg Kinnear, Alan Arkin, Toni Collette, Steve Carell, Paul Dano. Comédia. 101 min. (Cor).

O filme revelação de 2006 foi uma produção indepedente. Trata-se de um “road movie” sobre uma família excêntrica, dirigido pela dupla Jonathan Dayton e Valerie Faris, que superou expectativas, ganhou duas estatuetas no Oscar e apareceu na briga pelo prêmio de Melhor Filme naquele ano.

O sucesso de “Pequena Miss Sunshine” reflete a importância crescente da produção independente americana, que tem no Festival de Sundance sua grande vitrine. Geralmente, os filmes do evento se tornam favoritos de cinéfilos antenados, mas de uns anos pra cá vêm chamando atenção até de grandes premiações, como o Oscar. Foi assim com o ótimo “A Lula e a Baleia” (2005), indicado a Roteiro Original pela Academia, o próprio “A Pequena Miss Sunshine”, e “Juno” – os dois últimos vencedores deste prêmios.

A obra mostra a inesquecível família Hoover. O pai (Greg Kinnear) desenvolveu um método de auto-ajuda fracassado, o avô (Alan Arkin, Oscar, BAFTA e Independent Spirit Awards de Ator Coadjuvante pelo longa) foi expulso de um asilo por usar drogas, o filho mais velho (Paul Dano, de “Sangue Negro”) fez voto de silêncio, o cunhado (Steve Carrell, de “O Virgem de 40 Anos” e “Agente 86”) é um suicida e a mãe (Toni Collette, de “Um Grande Garoto”) se vê num casamento infeliz.

Nada funciona até a filha caçula e desajeitada (a fofíssima Abigail Breslin, indicada a Atriz Coadjuvante) virar finalista de um concurso de beleza e talento para meninas pré-adolescentes – a cena em que ela se apresenta, sensacional, surpreende, provoca risadas, e dá seu recado de forma simples.

As diferenças são postas de lado e a família parte numa viagem inesquecível de Kombi amarela. Simples e divertido, o longa custou U$ 8 milhões (valor baixo para o cinema americano) e rende uma fortuna em risos e reflexão para quem o assistir.

Ganhou ainda o César de Filme Estrangeiro, BAFTA de Roteiro Original e Independent Spirit Awards de Filme, Diretor e Roteiro de Estréia, entre outros.

André Azenha
Jornalista, crítico de cinema, produtor cultural, assessor de imprensa. Criou o CineZen em 2009. Escreve uma coluna semanal, aos sábados, para o jornal Expresso Popular, colabora semanalmente com a Rádio Santos FM. Escreveu entre 2012 e 2017 para o blog Espaço de Cinema no G1 Santos. Criador e coordenador do Santos Film Fest, CulturalMente Santista - Fórum Cultural de Santos, Nerd Cine Fest. Em 2016 publicou o livro "Histórias: Batman e Superman no Cinema". Já colaborou com sites, revistas e jornais de diversas partes do país. Realizou 102 sessões de um projeto de cinema itinerante, em Santos. Mestrando em Comunicação pela Universidade Anhembi Morumbi.

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