Pequena Miss Sunshine

O filme revelação de 2006 foi uma produção indepedente. Trata-se de um "road movie" sobre uma família excêntrica, dirigido pela dupla Jonathan Dayton e Valerie Faris, que superou expectativas, ganhou duas estatuetas no Oscar e apareceu na briga pelo prêmio de Melhor Filme naquele ano.
Por André Azenha, editor (08/02/2009) // Comente

Pequena Miss Sunshine (Little Miss Sunshine, EUA, 2006). Direção: Jonathan Dayton e Valerie Faris. Roteiro: Michael Arndt. Elenco: Abigail Breslin, Greg Kinnear, Alan Arkin, Toni Collette, Steve Carell, Paul Dano. Comédia. 101 min. (Cor).

O filme revelação de 2006 foi uma produção indepedente. Trata-se de um “road movie” sobre uma família excêntrica, dirigido pela dupla Jonathan Dayton e Valerie Faris, que superou expectativas, ganhou duas estatuetas no Oscar e apareceu na briga pelo prêmio de Melhor Filme naquele ano.

O sucesso de “Pequena Miss Sunshine” reflete a importância crescente da produção independente americana, que tem no Festival de Sundance sua grande vitrine. Geralmente, os filmes do evento se tornam favoritos de cinéfilos antenados, mas de uns anos pra cá vêm chamando atenção até de grandes premiações, como o Oscar. Foi assim com o ótimo “A Lula e a Baleia” (2005), indicado a Roteiro Original pela Academia, o próprio “A Pequena Miss Sunshine”, e “Juno” – os dois últimos vencedores deste prêmios.

A obra mostra a inesquecível família Hoover. O pai (Greg Kinnear) desenvolveu um método de auto-ajuda fracassado, o avô (Alan Arkin, Oscar, BAFTA e Independent Spirit Awards de Ator Coadjuvante pelo longa) foi expulso de um asilo por usar drogas, o filho mais velho (Paul Dano, de “Sangue Negro”) fez voto de silêncio, o cunhado (Steve Carrell, de “O Virgem de 40 Anos” e “Agente 86”) é um suicida e a mãe (Toni Collette, de “Um Grande Garoto”) se vê num casamento infeliz.

Nada funciona até a filha caçula e desajeitada (a fofíssima Abigail Breslin, indicada a Atriz Coadjuvante) virar finalista de um concurso de beleza e talento para meninas pré-adolescentes – a cena em que ela se apresenta, sensacional, surpreende, provoca risadas, e dá seu recado de forma simples.

As diferenças são postas de lado e a família parte numa viagem inesquecível de Kombi amarela. Simples e divertido, o longa custou U$ 8 milhões (valor baixo para o cinema americano) e rende uma fortuna em risos e reflexão para quem o assistir.

Ganhou ainda o César de Filme Estrangeiro, BAFTA de Roteiro Original e Independent Spirit Awards de Filme, Diretor e Roteiro de Estréia, entre outros.

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André Azenha é jornalista, editor dos sites CineZen e CulturalMente Santista, autor do livro Poesia a Quatro Mãos, feito em parceria com sua mãe, a poetisa Regina Azenha. Trabalhou com o crítico de cinema Rubens Ewald Filho, escreveu para a revista Época São Paulo e colabora com veículos de imprensa de vários estados. Em 2011, mediou o ciclo Documentários Comentados, no SESC Santos. É assessor de imprensa e realiza encontros culturais, a maior parte de caráter beneficente.


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