Casamento em Dose Dupla

Diane Keaton encarna pior papel de sua longa carreira em comédia frouxa e sem sal, que ao menos tem Liv Tyler no auge da beleza.
Por André Azenha, editor (14/01/2009) // Comente

Casamento em Dose Dupla (Smother, EUA, 2007). Direção: Vince Di Meglio. Roteiro: Tim Rasmussen e Vince Di Meglio. Elenco: Dax Shepard, Diane Keaton, Liv Tyler, Ken Howard, Mike White. Comédia. 92 min. (Cor).

Dirigido e escrito por Vince Di Meglio (em parceria com Tim Rasmussen), que foi especialista em efeitos visuais, montador e escreveu também “Licença para Casar”, esta comédia insípida pode até agradar num dia daqueles em que estamos de bom humor para tudo, afinal, quem já não saiu do sério alguma vez na vida com a intromissão da mãe ou da sogra?

Mas se “Casamento em Dose Dupla” for analisado com frieza, chega-se à conclusão que é um dos piores papéis da bela e longa carreira de Diane Keaton, co-produtora do longa.  Ela faz uma caricatura da figura da mãe super controladora, que acaba mais irritando do que propriamente servindo de contra ponto divertido ao filho interpretado pelo sem sal Dax Shepard.

Despedido, ele passa a trabalhar num local que detesta, e além de viver fugindo da insistência da esposa (Liv Tyler) em engravidar, hospeda o primo dela (Mike White) em casa, e ainda  precisa aturar a presença da mãe dentro da residência.

O filme até tenta criar algumas piadas pseudo espertas como na fala do protagonista:  “Os outros filhos temem pela morte da mãe. Eu temo pela eternidade da minha”. Ou então quando o personagem de Mike (que interpretou o colega de moradia de Jack Black em “Escola de Rock”), diz estar trabalhando em um roteiro – ele foi roteirista de verdade no filme de 2003. Mas tudo soa sem graça. Ao menos  Liv está no auge da beleza e simpática no papel.

No geral as piadas são frouxas. Um filme que não precisava ter visto a luz do sol.

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André Azenha é jornalista, editor dos sites CineZen e CulturalMente Santista, autor do livro Poesia a Quatro Mãos, feito em parceria com sua mãe, a poetisa Regina Azenha. Trabalhou com o crítico de cinema Rubens Ewald Filho, escreveu para a revista Época São Paulo e colabora com veículos de imprensa de vários estados. Em 2011, mediou o ciclo Documentários Comentados, no SESC Santos. É assessor de imprensa e realiza encontros culturais, a maior parte de caráter beneficente.


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