O Ilusionista

O diretor e roteirista Neil Burger criou um trabalho aparentemente simples, mas muito intrigante, baseado em conto de escritor que já venceu o Pulitzer.
Por André Azenha, editor (11/01/2009) // Comente

O Ilusionista (The Illusionist, EUA / República Tcheca, 2006). Direção: Neil Burger. Roteiro: Neil Burger, baseado em estória de Steven Millhauser. Elenco: Edward Norton, Paul Giamatti, Rufus Sewell, Jessica Biel. Drama. 110 min. (Cor).

“O Ilusionista” estreou depois de “O Grande Truque” no Brasil, mas nos EUA foi o contrário. E a crítica especializada na época do lançamento de ambos os filmes insistiu na comparação entre os dois. Mas os dois são ótimos trabalhos.

Baseado no conto “Eisenheim,the Illusionist” de Steven Milhauser, vencedor do Pulitzer em 1997, é um projeto com menos idiossincasias que o longa de Christopher Nolan, custo menor (“só” 16,5milhões), mistério equivalente e igualmente interessante.

O ilusionista Eisenheim (Edward Norton – treinado pelo mágico David Blaine para interpretar o personagem) faz sucesso na Viena de 1900 e tem no encalço o inspetor da polícia Uhl (Paul Giamatti), enviado pelo cético príncipe Leopold (Rufus Sewell) para desmascará-lo. A rixa entre Leopold e Eisenheim envolve Sophie (Jessica Biel), paixão infantil do mágico e noiva do aristocrata.

O diretor e roteirista Neil Burger criou um trabalho aparentemente simples, mas muito intrigante, jamais elucidando os truques do protagonista. Contribuíram para o bom resultado a bela fotografia de Dick Pope (indicada ao Oscar), que evoca o cinema mudo, o trabalho do cineasta Ondrej Nakvasil (responsável por transformar Praga na capital austríaca) e a magnífica trilha de Philip Glass.

Estreia nos cinemas brasileiros: 08/12/2006.

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André Azenha é jornalista, editor dos sites CineZen e CulturalMente Santista, autor do livro Poesia a Quatro Mãos, feito em parceria com sua mãe, a poetisa Regina Azenha. Trabalhou com o crítico de cinema Rubens Ewald Filho, escreveu para a revista Época São Paulo e colabora com veículos de imprensa de vários estados. Em 2011, mediou o ciclo Documentários Comentados, no SESC Santos. É assessor de imprensa e realiza encontros culturais, a maior parte de caráter beneficente.


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